Política

Reforma trabalhista: Com novo governo, trabalhador poderá prestar serviços esporadicamente

11 nov 2022, 13:23 - atualizado em 11 nov 2022, 13:23
Lula
(Imagem: REUTERS/Carla Carniel)

Três pilares da reforma trabalhista serão as prioridades da equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para serem revistos, segundo notícia do O Globo.

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essoas da equipe de transição, envolvidas diretamente no debate da reforma, destacaram os seguintes pontos como fundamentais para serem ajustados:

  1. o regime de trabalho intermitente, por hora de serviço;
  2. ultratividade das normas coletivas;
  3. autorização para acordos firmados diretamente entre patrões e empregados, sem o aval do sindicato da categoria.

No novo modelo do regime intermitente, o trabalhador poderá prestar serviços esporadicamente, podendo ganhar por horas, dias ou meses. Serão garantidos os direitos trabalhistas, porém, se a contribuição previdenciária não for suficiente, ele precisa complementar do bolso.

A equipe de Lula abre um parênteses para dizer que o modelo, contudo, é considerado um “contrato precário”, pois a ideia é permitir que o regime intermitente de trabalho valha apenas para setores específicos, como turismo, shows e buffets.

Já a ultratividade permite prolongar acordos e convenções coletivas em vigor até que as partes cheguem a um novo entendimento. Este ponto havia chegado ao fim com a reforma.

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Miguel Torres, presidente da Força Sindical, disse que com o fim da ultratividade, direitos sociais conquistados há décadas e que representam um avanço para as categorias, caem por terra com o fim do acordo e, geralmente, as negociações são demoradas.

Em relação ao terceiro tópico, a equipe pretende rever a medida que autorizou acordos diretos, entre patrões e empregados, sem o aval do sindicato. O tema chegou a ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou, durante a pandemia, a redução de salário e de jornada em situações de emergência.

Proteção social

A equipe do presidente eleito também pretende criar regras e proteção social para os trabalhadores de plataformas, como Uber, mas ainda não há detalhes. A estratégia será abrir um canal de diálogo com esses prestadores de serviço.

A estratégia do governo Lula para mexer na reforma será criar um grupo dividido em três partes, com a representação de empregadores, trabalhadores e governo para rever os pontos da reforma.

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Repórter
Graduanda em jornalismo pela Universidade Estácio de Sá. Tem experiência cobrindo mercados, ações, investimentos, finanças, negócios, empreendedorismo, franquias, cultura e entretenimento. Ingressou no Money Times em 2021.
janaina.silva@moneytimes.com.br
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