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Renda fixa: Itaú BBA reforça aposta em títulos públicos para abril; veja quais ter na carteira

09 abr 2026, 11:21 - atualizado em 09 abr 2026, 11:21
renda fixa
(Imagem: Getty Images)

Em meio a um cenário mais turbulento para a renda fixa, o Itaú BBA manteve uma estratégia conservadora nas recomendações de abril, com foco em títulos públicos que combinam proteção, liquidez e retorno real elevado.

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Entre as principais escolhas, o banco destaca três papéis do Tesouro Direto, que refletem diferentes estratégias dentro da carteira:

Pós-fixado:

  • Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0872%

Atrelados à inflação:

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 7,65%
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,23%

A seleção evidencia uma combinação clássica de liquidez e proteção no curto prazo, com ganho real robusto no longo prazo.

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No caso do Tesouro Selic, o papel segue como o “porto seguro” da carteira. Com a taxa básica ainda em patamar elevado, o ativo continua oferecendo retorno competitivo com baixa volatilidade, sendo indicado principalmente para horizontes mais curtos ou como reserva de liquidez.

Já os títulos indexados à inflação aparecem como o principal destaque em termos de oportunidade. As taxas reais acima de 7% chamam atenção e refletem uma reprecificação relevante ao longo da curva de juros.

O pano de fundo: petróleo, inflação e juros mais altos por mais tempo

O reforço na posição em títulos públicos não acontece por acaso. Março foi marcado por uma mudança importante na dinâmica do mercado.

Segundo o Itaú BBA, o principal vetor foi o choque de energia, com o petróleo saltando de cerca de US$ 71 para acima de US$ 100 ao longo do mês. Esse movimento deixou de ser visto como algo pontual e passou a contaminar as expectativas de inflação de forma mais estrutural.

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No Brasil, os dados também vieram menos confortáveis. O IPCA mostrou uma composição mais pressionada, enquanto o IPCA-15 surpreendeu para cima. O resultado foi uma reancoragem das expectativas, com a inflação implícita de curto prazo subindo e a curva de juros abrindo.

Ao mesmo tempo, o Banco Central iniciou o ciclo de cortes com cautela, reduzindo a Selic em 25 pontos-base, mas sinalizando menor espaço para aceleração. O mercado, por sua vez, passou a precificar juros mais altos por mais tempo, com taxas próximas de 14% ao longo da curva.

No exterior, o cenário não ajudou. A inflação ainda resiliente nos Estados Unidos e o tom mais cauteloso do Federal Reserve reforçaram o ambiente global de juros elevados.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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