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Restabelecimento de abastecimento de combustível de aviação pode levar meses, mesmo com reabertura de Estreito de Ormuz, alerta Iata

08 abr 2026, 9:06 - atualizado em 08 abr 2026, 9:06
companhias aréreas combustíveis
(Imagem: Pixabay/blende12)

O diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), que representa companhias aéreas em todo o mundo, alertou nesta quarta-feira (8) que a recuperação do fornecimento de combustível de aviação levaria meses, mesmo se o Irã reabrir o Estreito de Ormuz, devido a interrupções na capacidade de refino no Oriente Médio.

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O combustível é a segunda maior despesa das companhias aéreas, atrás apenas da mão de obra, representando cerca de 27% dos custos operacionais, segundo a Iata.

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, em retaliação no conflito regional, afetou o abastecimento global de combustível de aviação. Notícias de um possível cessar-fogo e da passagem segura pelo estreito fizeram as ações de companhias aéreas dispararem.

O preço do petróleo caiu para abaixo de US$100 por barril após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, condicionado à reabertura imediata e segura do Estreito de Ormuz.

Willie Walsh, da Iata, disse a repórteres em Cingapura que, embora espere uma queda nos preços do petróleo bruto, os custos de combustível de aviação devem permanecer ligeiramente altos devido aos efeitos sobre as refinarias.

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“Mesmo que seja reaberto e permaneça aberto, levará alguns meses para que o fornecimento volte ao nível necessário, considerando a interrupção da capacidade de refino no Oriente Médio”, afirmou Walsh.

Ele descartou comparações com a pandemia de Covid-19, que causou grande queda nas viagens globais.

“Não é parecido com a Covid. Não se trata de uma crise nem perto do que vivemos na pandemia. Na Covid, a capacidade caiu 95% por causa do fechamento das fronteiras. Não chegamos nem perto disso”, explicou.

Segundo Walsh, o cenário se assemelha mais a choques anteriores, como a recessão de 2008-2009 ou os impactos dos ataques de 11 de setembro de 2001.

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“Após o 11 de setembro, a recuperação levou cerca de quatro meses. Em 2008-2009, provavelmente de 10 a 12 meses”, concluiu.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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