Internacional

Restrições de transporte afetam produção de minas na Argentina

01 out 2020, 11:31 - atualizado em 01 out 2020, 11:31
Mina em Aranzazu, México - Aura Minerals
A mina de ouro Veladero, controlada pela Barrick Gold e Shandong Gold Mining, tem divulgado produção menor por causa das interrupções, assim como a produtora de alumínio Aluar Aluminio Argentino (Imagem: Reprodução/Aura Minerals)

A produção de metais e minerais da Argentina tem sido afetada pelas restrições de viagens por causa da Covid-19, que dificultam o transporte de pessoas e mercadorias, de acordo com a principal associação de mineração do país.

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“A produção está em 60% a 70%”, disse Luciano Berenstein, diretor-executivo da Câmara Argentina de Empresários Mineiros (CAEM), em entrevista. “O maior problema é viajar, às vezes até dentro das fronteiras de uma província.”

As restrições impostas pela Argentina devido à pandemia começaram em março, embora a mineração tenha sido rapidamente classificada como atividade essencial, o que permitiu às empresas do setor continuarem as operações. No entanto, mineradoras têm enfrentado problemas persistentes para levar trabalhadores e bens para locais remotos, principalmente de avião. Surtos de coronavírus em algumas minas também reduziram a produção.

A mina de ouro Veladero, controlada pela Barrick Gold e Shandong Gold Mining, tem divulgado produção menor por causa das interrupções, assim como a produtora de alumínio Aluar Aluminio Argentino. Berenstein disse que cerca de uma dúzia de minas no país enfrentam corte da produção. A Argentina também produz cobre, prata e lítio, entre outros metais.

Os controles cambiais usados para proteger as reservas do banco central trazem mais problemas para as mineradoras. Tais controles limitam o acesso a dólares para o serviço da dívida no exterior e também resultaram na proliferação de múltiplas taxas de câmbio que bifurcam receitas e custos, disse o presidente da CAEM, Alberto Carlocchia, em entrevista.

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Embora mineradoras recebam a taxa de câmbio oficial de 76 pesos por dólar pelas vendas – descontados impostos de exportação e royalties -, muitas vezes têm de pagar aos fornecedores globais a chamada taxa blue-chip swap, que é negociada a 147.

O banco central estuda uma isenção para empresas de energia e mineração, para que possam acessar dólares normalmente para o serviço de dívida. Quase todas as empresas de mineração na Argentina têm dívidas no exterior, disse Carlocchia.

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