Nubank (ROXO34): Lucro sobe 50% no 4T25 e chega a US$ 894 milhões
O Nubank (ROXO34) apurou lucro líquido de US$ 894 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 50% em relação ao mesmo período de 2024, mostra balanço divulgado nesta quarta-feira (25).
Trata-se do maior lucro da história do roxinho, que renova recordes trimestre a trimestre.
Apesar disso, a ação tem o pior desempenho entre papeis de financeiras na América Latina em 2026 em meio ao temor com a inteligência artificial.
Já retorno anualizado sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 33%, alta de quatro pontos percentuais. Um número bem maior que o Itaú (ITUB4), que fechou o trimestre com ROE de 23%.
Para a fintech, esses resultados não são acidentais. Eles refletem as prioridades e escolhas feitas pelo Nu ao longo do ano, aliadas a “uma execução disciplinada”.
A ação, que fechou em alta de 0,85%, ganhou força no after-market e subia 2,64% após a divulgação dos números.
“Esses resultados refletem nossa capacidade de combinar crescimento com disciplina com lucratividade consistente,
enquanto continuamos a investir em nossos mercados principais”, destaca David Vélez, fundador e CEO do Nubank.
O diretor financeiro do Nubank, Guilherme Lago, disse à Reuters que o aumento no lucro foi impulsionado pelo maior número de clientes, um aumento da receita por cliente ativo e por estabilidade no custo de servir.
“Isso traz uma alavancagem positiva com relação à receita”, afirmou.
Além disso, o Nubank expandiu a carteira de crédito em 40% na base anual, para US$ 32,7 bilhões.
Nubank: Outros números
As receitas aumentaram no mesmo ritmo do lucro, 45%, atingindo um recorde de US$ 4,9 bilhões, à medida que a receita financeira líquida de juros (NII) aumentou 13%, atingindo uma nova máxima histórica de US$ 2,8
bilhões.
Por outro lado, a margem financeira líquida (NIM) fechou o trimestre em 10,5%, queda de 0,3 ponto percentual no trimestre, mas alta de 0,6 ponto no ano.
Segundo o Nubank, a linha teria permanecido amplamente estável em relação ao trimestre anterior, “não fosse por uma contribuição extraordinária única ao Prosofipo, um fundo de proteção de depósitos de todo o setor, para o qual todas as Sofipos no México são obrigadas a contribuir”.
O índice de eficiência também caiu ligeiramente para 19,9%, queda de 0,4 pp no trimestre e 1,8 pp no ano.
O principal índice de qualidade de ativo, a inadimplência (NPL na sigla em inglês) de 15 a 90 dias do no Brasil atingiu 4,1% neste trimestre, queda de 0,2 pp no trimestre e 0,1 pp no ano.
“Esse movimento foi sustentado pelos efeitos sazonais do 13º salário no Brasil”.
Já inadimplência de mais de 90 dias (NPL 90+) permaneceu praticamente estável, a 6,6%.
O Nu adicionou 4 milhões de clientes no quarto trimestre e 17 milhões em 2025, um aumento de 15% ano contra ano, alcançando 131 milhões de clientes globalmente.
No Brasil, o Nu é agora a maior instituição financeira privada em número de clientes, de acordo com o Banco Central do Brasil. No México, o Nu atende cerca 15% da população adulta.