Resultados

Nubank (ROXO34): Lucro sobe 50% no 4T25 e chega a US$ 894 milhões

25 fev 2026, 18:06 - atualizado em 25 fev 2026, 18:32
NuCel, operadora do Nubank, começa a ser liberada no app do banco digital a partir desta segunda-feira (20)
A ação tem o pior desempenho entre papeis de financeiras na América Latina em 2026 em meio ao temor com a inteligência artificial

O Nubank (ROXO34) apurou lucro líquido de US$ 894 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 50% em relação ao mesmo período de 2024, mostra balanço divulgado nesta quarta-feira (25).

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Trata-se do maior lucro da história do roxinho, que renova recordes trimestre a trimestre.

Apesar disso, a ação tem o pior desempenho entre papeis de financeiras na América Latina em 2026 em meio ao temor com a inteligência artificial.

retorno anualizado sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 33%, alta de quatro pontos percentuais. Um número bem maior que o Itaú (ITUB4), que fechou o trimestre com ROE de 23%.

Para a fintech, esses resultados não são acidentais. Eles refletem as prioridades e escolhas feitas pelo Nu ao longo do ano, aliadas a “uma execução disciplinada”.

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A ação, que fechou em alta de 0,85%, ganhou força no after-market e subia 2,64% após a divulgação dos números.

“Esses resultados refletem nossa capacidade de combinar crescimento com disciplina com lucratividade consistente,
enquanto continuamos a investir em nossos mercados principais”, destaca David Vélez, fundador e CEO do Nubank.

O diretor financeiro do Nubank, Guilherme Lago, disse à Reuters que o aumento no lucro foi impulsionado pelo maior número de clientes, um aumento da receita por cliente ativo e por estabilidade no custo de servir.

“Isso traz uma alavancagem positiva com relação à receita”, afirmou.

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Além disso, o Nubank expandiu a carteira de crédito em 40% na base anual, para US$ 32,7 bilhões.

Nubank: Outros números

As receitas aumentaram no mesmo ritmo do lucro, 45%, atingindo um recorde de US$ 4,9 bilhões, à medida que a receita financeira líquida de juros (NII) aumentou 13%, atingindo uma nova máxima histórica de US$ 2,8
bilhões.

Por outro lado, a margem financeira líquida (NIM) fechou o trimestre em 10,5%, queda de 0,3 ponto percentual no trimestre, mas alta de 0,6 ponto no ano.

Segundo o Nubank, a linha teria permanecido amplamente estável em relação ao trimestre anterior, “não fosse por uma contribuição extraordinária única ao Prosofipo, um fundo de proteção de depósitos de todo o setor, para o qual todas as Sofipos no México são obrigadas a contribuir”.

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O índice de eficiência também caiu ligeiramente para 19,9%, queda de 0,4 pp no trimestre e 1,8 pp no ano.

O principal índice de qualidade de ativo, a inadimplência (NPL na sigla em inglês) de 15 a 90 dias do no Brasil atingiu 4,1% neste trimestre, queda de 0,2 pp no trimestre e 0,1 pp no ano.

“Esse movimento foi sustentado pelos efeitos sazonais do 13º salário no Brasil”.

Já  inadimplência de mais de 90 dias (NPL 90+) permaneceu praticamente estável, a 6,6%.

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O Nu adicionou 4 milhões de clientes no quarto trimestre e 17 milhões em 2025, um aumento de 15% ano contra ano, alcançando 131 milhões de clientes globalmente.

No Brasil, o Nu é agora a maior instituição financeira privada em número de clientes, de acordo com o Banco Central do Brasil. No México, o Nu atende cerca 15% da população adulta.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intesivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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