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Resultado trimestral da M. Dias Branco será novamente o mais fraco do setor alimentício, diz BTG

22/01/2020 - 10:53
A equipe de análise do BTG prevê uma contração de 2,6% na receita trimestral da M. Dias Branco, alcançando R$ 1,5 bilhão (Imagem: Facebook/ M. Dias Branco)

Uma nova temporada de resultados está para começar no Brasil e a previsão do BTG Pactual (BPAC11) para o setor alimentício é de que a M. Dias Branco (MDIA3) irá reportar novamente os resultados trimestrais mais fracos entre os players.

No entanto, os analistas Thiago Duarte e Henrique Brustolin esperam melhorias frente à tendência negativa vista nos trimestres passados.

“Os volumes devem continuar caindo (-4% ano a ano, com biscoitos e massas retraindo, respectivamente, 4% e 9%), mas há possibilidade de uma ‘freada’ na trajetória de perda de participação de mercado”, avaliaram. “Um leve aumento na média de preços também deve suprimir parcialmente a negatividade do resultado, embora a gente continue vendo uma contração de 2,6% na receita trimestral, alcançando R$ 1,5 bilhão”.

Duarte e Brustolin ainda destacaram que os custos do trigo devem apresentar uma pequena melhoria sequencial, permitindo que o Ebitda da companhia atinja R$ 179 milhões (-6% ano a ano) e a margem alcance 11,6% (-40 pontos-base ano a ano).

“A má notícia é que, com a moeda brasileira mais fraca e os preços atuais do grão, os custos continuarão flagelando os resultados da M. Dias Branco em 2020”, complementaram os analistas.

Carne, a estrela da vez

O banco estima uma boa temporada de ganhos para as empresas frigoríficas, com destaque para a carne vermelha.

A Marfrig (MRFG3) deve registrar mais um trimestre brilhante, puxado principalmente pelo grande ciclo de gado na América do Norte, pela sólida demanda doméstica e pela interrupção parcial de abastecimento decorrente do incêndio que afetou uma das plantas da Tyson.

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“Esperamos uma evolução na América do Sul, onde as margens falharam até agora em alcançar os resultados da América do Norte”, afirmaram Duarte e Brustolin. A habilitação de duas plantas adicionais para exportação à China e a crescente demanda exterior devem levar a uma margem bruta de 15,5% na divisão – aumento de 530 pontos-base ano a ano.

Os analistas também acreditam que a Marfrig irá alcançar seu guidance anual.

Otimismo em excesso

O BTG enxerga que o mercado começa a se mostrar otimista até demais em relação à BRF, uma vez que o ciclo de frango dá sinais de enfraquecimento (Imagem: Reprodução/BRF)

No caso da BRF (BRFS3), o BTG enxerga que o mercado começa a se mostrar otimista até demais em relação à companhia, uma vez que o ciclo de frango dá sinais de enfraquecimento. O consenso para o Ebitda de 2020 é de R$ 5,7 bilhões.

Apesar disso, o banco prevê bons resultados a serem reportados em fevereiro, tendo o Brasil como principal driver. A boa temporada dos últimos meses, os ganhos de preços e o controle de custos suportam um alcance de Ebitda de R$ 814 milhões só na região.

“O mercado Halal, por outro lado, será o principal desapontamento, enquanto o segmento internacional continuará apresentando uma sequência positiva de expansão de margem – ainda que em menor ritmo”, concluíram Duarte e Brustolin.

A recomendação é neutra tanto para BRF quanto para Marfrig e BRF.

Última atualização por Diana Cheng - 22/01/2020 - 10:56