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Retaliação russa: No pior dos mundos, petróleo dispara 242% e bate em US$ 380, diz JPMorgan

Renan Dantas
02/07/2022 - 8:30
Petroléo
O JPMorgan afirma ainda que dada a robusta posição fiscal de Moscou, a Rússia estaria preparada para reduzir a produção diária de petróleo em 5 milhões (Imagem: Stéferson Faria/Agência Petrobras)

O preço do petróleo pode bater em US$ 380 o barril caso a Rússia resolva retaliar o Ocidente em meio às sanções por conta da guerra na Ucrânia.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a última sexta-feira em alta de 2,03%, a US$ 111 o barril, ou seja, uma alta de 242% em relação às estimativas do JPMorgan.

Até 2021, a Rússia era o terceiro maior produtor de petróleo do mundo.

“É provável que o governo possa retaliar cortando a produção como forma de infligir dor ao Ocidente. O aperto do mercado global de petróleo está do lado da Rússia”, diz.

Na última semana, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) deu mais um passo para aceitar Finlândia e Suécia entre os membros, o que promete acirrar ainda mais os ânimos na região.

Ainda segundo informações da Bloomberg, o G7 está criando um mecanismo para limitar o preço do petróleo russo em mais uma sanção para tentar frear o avanço de Vladimir Putin na Ucrânia.

“O risco mais óbvio e provável com um teto de preço é que a Rússia pode optar por não participar da venda de petróleo e, em vez disso, retaliar reduzindo as exportações”, escreveram os analistas.

O JPMorgan afirma ainda que dada a robusta posição fiscal de Moscou, a Rússia estaria preparada para reduzir a produção diária de petróleo em 5 milhões sem, no entanto, prejudicar a economia local.

Se caso o corte fosse de 3 milhões barris, o preço do petróleo poderia chegar a US$ 190 e no pior cenário, de um corte de 5 milhões de barris, o preço bateria em US$ 380, calcula o banco.

Rússia alerta para petróleo a US$ 300

A própria Rússia alertou que os preços do petróleo podem subir para mais de 300 dólares por barril se os Estados Unidos e a União Europeia proibirem as importações de petróleo da Rússia, disse o vice-primeiro-ministro Alexander Novak.

“É absolutamente claro que uma rejeição do petróleo russo levaria a consequências catastróficas para o mercado global”, disse Novak em um comunicado em vídeo transmitido pela televisão estatal.

“O aumento nos preços seria imprevisível. Seria 300 dólares por barril, se não mais.”

Com Reuters

Última atualização por Renan Dantas - 04/07/2022 - 15:26

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