Empresas

Riachuelo (GUAR3): Fitch eleva rating, de olho em perfil financeiro fortalecido; veja

20 jan 2026, 8:07 - atualizado em 20 jan 2026, 8:07
guararapes
A Fitch elevou a classificação de crédito nacional de longo prazo da Guararapes (GUAR3), dona da Riachuelo. (Imagem: iStock/Jair Ferreira Belafacce)

A agência classificadora de riscos Fitch elevou a classificação de crédito nacional de longo prazo da Guararapes (GUAR3), dona da Riachuelo, de ‘A+(bra) para ‘AA-(bra)’, mostra comunicado da varejista de moda enviado ao mercado na noite de segunda-feira (19).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A elevação também se aplica para a sétima emissão de debêntures quirografárias com vencimento final em 2028. A perspectiva do rating corporativo é estável.

A expectativa da agência é de que a Guararapes preserve o perfil financeiro fortalecido nos próximos anos, com margem Ebitdar (lucro antes de juros, impostos, depreciação amortização e custos de reestruturação ou aluguel) na operação de varejo em torno de 15%, alavancagem reduzida e fluxos de caixa livre positivos a partir deste ano.

Na estimativa da Fitch, a Guararapes deve ter uma alavancagem financeira de 2,6 vezes em 2026 e próxima a 2,2 vezes em 2027, apesar dos maiores investimentos. A agência acredita que a companhia continuará eficiente na gestão de capital de giro, e que manterá perfil de liquidez robusto no horizonte do rating.

“O rating reflete o adequado posicionamento da Guararapes no setor de moda brasileiro e a força da marca Riachuelo. A volatilidade inerente ao setor e a expectativa de desaceleração no ambiente de consumo em 2026 também foram contemplados na avaliação”, dizem os analistas da Fitch.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ciclo de transformação da Riachuelo

A companhia vem passando por um intenso ciclo de transformação, que irá resultar, inclusive, na mudança do nome Guararapes na B3 para Riachuelo, com o ticker passando de GUAR3 para RIAA3, a partir de fevereiro deste ano.

De acordo com o diretor financeiro (CFO) e de relações com investidores, Miguel Cafruni, o processo vem sendo construído a partir do resgate das origens da companhia e da disciplina na execução das prioridades.

Em entrevista ao Money Times, o executivo detalhou como essa mudança tomou forma após o período mais desafiador do varejo, marcado pela pandemia e por um aumento expressivo do endividamento no setor.

Isso significou fortalecer a integração da cadeia produtiva — incluindo a maior fábrica de confecção da América Latina —, valorizar a capilaridade das mais de 300 lojas e reorganizar a operação financeira, que vinha sofrendo com ciclos de crédito irregulares.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar