Saúde

Rio: parte dos municípios vai antecipar 2ª dose da AstraZeneca

14 jul 2021, 17:03 - atualizado em 14 jul 2021, 17:03
AstraZeneca
Redução de prazo entre doses foi autorizada por secretaria estadual (Imagem: Rio de Janeiro 23/01/2021 REUTERS/Ricardo)

A antecipação da segunda dose da vacina AstraZeneca vai ser seguida por parte dos municípios do estado do Rio. A diminuição do prazo de 12 para oito semanas entre as doses foi autorizada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), em acordo com o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems).

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O município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, está entre os que decidiram antecipar a aplicação da segunda dose da vacina AstraZeneca para todas as pessoas que tomaram a primeira dose até o dia 17 de maio. Para isso, a prefeitura disponibilizará 16 unidades de saúde que funcionarão de amanhã (15) até o próximo domingo (18).

A Secretaria Municipal de Saúde de Nova Iguaçu informou que divulgará o calendário de antecipação da segunda dose da AstraZeneca até o final desta semana. O município de Magé, segundo a prefeitura, está seguindo a orientação da SES de antecipar a segunda dose, atendendo o intervalo mínimo de oito semanas da primeira aplicação para garantir a indicação que consta na bula do imunizante.

Sem antecipação

Na capital do Rio de Janeiro, o intervalo de 12 semanas está mantido e o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, informou que somente após a conclusão das aplicações da primeira dose na população acima de 18 anos, que está previsto para o fim de agosto, pode fazer uma nova avaliação sobre a redução do intervalo. Por enquanto, a secretaria segue “alinhada ao Ministério da Saúde e também alinhada com a bula”, conforme Soranz.

A Secretaria de Saúde de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, também vai manter o intervalo de 12 semanas da vacina AstraZeneca. A Prefeitura de Búzios, na Região dos Lagos, disse que aguarda orientações e instruções da SES, sobre “o envio de doses suficientes, orientação formal e oficial, para seguir as determinações recomendadas, sem orientações do governo do estado não podemos antecipar a segunda dose”, concluiu em nota.

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Nilópolis

Em Nilópolis, também na Baixada Fluminense, ainda não há previsão de antecipar a data da segunda dose. A Secretaria Municipal de Saúde de Niterói, na região metropolitana, informou que a antecipação da aplicação da segunda dose de Astrazeneca está em estudo no município.

Autorização

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou, ontem (13), em coletiva no Palácio Guanabara, Laranjeiras, zona sul da cidade que a decisão de autorizar todos os municípios fluminenses a anteciparem de 12 para oito semanas a aplicação da segunda dose da vacina Astrazeneca levou em consideração, entre outros pontos, a quantidade de doses que as cidades já têm em estoque para completar o esquema vacinal da população e a entrada de variantes da covid-19 no estado, como a Delta, chamada de indiana.

Ainda na coletiva, o secretário de estado da Saúde, Alexandre Chieppe, informou que avaliações recentes indicam uma diminuição de eficácia de 9%, mas com intervalo de confiança muito amplo, o que coloca tecnicamente empatado em termos de eficácia a utilização como segunda dose em oito semanas ou com 12 semanas. Para ele, do ponto de vista estatístico, a diferença não é significativa e além disso, há outros ganhos com a antecipação da segunda dose. “Por conta disso, é que a decisão foi tomada. Os recentes estudos, inclusive do fabricante, estão disponíveis na internet”, completou.

Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que produz a AstraZeneca no Brasil informou em nota, que o intervalo de 12 semanas entre as duas doses recomendado por ela e pela AstraZeneca “considera dados que demonstram uma proteção significativa já com a primeira dose e a produção de uma resposta imunológica ainda mais robusta quando aplicado o intervalo maior. Adicionalmente, o regime de 12 semanas permite ainda acelerar a campanha de vacinação, garantindo a proteção de um maior número de pessoas”.

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A Fiocruz destacou ainda que o regime de doses adotado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) está respaldado por evidências científicas e qualquer mudança deve considerar os estudos de efetividade e a disponibilidade de doses. “Até o momento, a vacina produzida pela Fiocruz tem se demonstrado efetiva na proteção contra as variantes em circulação no país já com a primeira dose. Adicionalmente, em relação à variante Delta, uma pesquisa da agência de saúde do governo britânico, publicada em junho, aponta que a vacina da AstraZeneca registrou 71% de efetividade após a primeira dose e 92% após a segunda para hospitalizações e casos graves”, observou na nota.

São Gonçalo

Sobre a vacinação regular contra o novo coronavírus, a Secretaria de Saúde de São Gonçalo continuou hoje com a aplicação de somente a segunda dose da Astrazeneca. Dez locais estão disponíveis para a população, das 8h às 17h. Nas Clínicas Gonçalense do Mutondo e Dr. Zerbini, no Mutondo, o atendimento é até 21h.

“A vacinação com a primeira dose está suspensa até que a secretaria receba novas doses de imunizantes para dar continuidade à vacinação da população com mais de 18 anos. Ainda não há previsão de recebimento”, informou em nota publicada no seu site. É obrigatório apresentar documento de identidade e o comprovante de vacinação da primeira dose em São Gonçalo.

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