Comprar ou vender?

ROE de 36% e resiliente a calotes: Quem é o banco que caiu nas graças do Itaú?

13 abr 2026, 12:16 - atualizado em 13 abr 2026, 12:16
Banco Pine
(Imagem: Divulgação)

O Banco Pine (PINE4) ganhou mais uma indicação de compra: depois de BTG, Bradesco BBI, XP e Safra, chegou a vez de o Itaú BBA iniciar a cobertura do banco. Apesar do tom otimista, o BBA vê potencial de alta de 23% em relação ao último fechamento, com preço-alvo de R$ 18 até o fim do ano.

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Seja como for, o BBA afirma que a mudança estratégica deu certo: o Pine saiu de uma carteira concentrada no crédito corporativo para um modelo mais voltado ao consumidor — mas não qualquer consumidor. A instituição tem focado em crédito com garantias, o que reduz o risco de inadimplência.

Atualmente, o crédito ao consumidor representa cerca de 60% da carteira total de empréstimos, de R$ 18 bilhões — um aumento significativo em relação a praticamente zero em 2019.

Além disso, o Pine também tem surfado bem a onda do crédito consignado privado, reformulado pelo governo no ano passado. Ao todo, o banco originou mais de R$ 5 bilhões desde a reformulação do produto, tornando-se um dos players mais relevantes nesse segmento.

E não para por aí. Segundo o Itaú BBA, o Pine é hoje fundamentalmente diferente, maior e mais rentável. O total de ativos atingiu R$ 31,4 bilhões — três vezes mais que em 2019.

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A carteira de empréstimos expandida, de R$ 17,7 bilhões, é dominada por crédito de varejo granular e com garantia: são R$ 6,5 bilhões em empréstimos consignados do INSS e R$ 4,1 bilhões em consignado do setor privado, entre outros.

Ainda segundo os analistas, a queda da Selic (taxa básica de juros) deve beneficiar o banco, impulsionando os volumes de originação e, ao menos temporariamente, os spreads.

A instituição também está menos exposta a um cenário de inflação elevada e aumento de NPLs (empréstimos inadimplentes).

Com isso, o Itaú projeta que o Pine alcance lucro de R$ 618 milhões em 2026, com ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de 36%. O CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta) de lucros, de 26% entre 2025 e 2027, está “entre os mais altos da nossa cobertura”.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intesivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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