Ronaldo Caiado, agora do PSD, brinca com Eduardo Leite e Ratinho Júnior: ‘Estamos esperando a fumaça branca do Kassab’
O governador de Goiás e novo filiado ao PSD, Ronaldo Caiado, confirmou que se junta a Ratinho Júnior (PR) e a Eduardo Leite (RS) como presidenciáveis do partido na corrida eleitoral de 2026.
“Estamos esperando a fumaça branca do [Gilberto] Kassab, para saber quem será o candidato pelo PSD. É preciso fazer mudanças, controlar o gasto discricionário, saber o limite do STF e exercer o presidencialismo em sua inteireza. Hoje, não se sabe quais são os termos do governo no Brasil. É uma baderna, uma desordem completa. O empresário e o investidor não sabem qual será a próxima decisão. O PT tem horror ao trabalho”, afirmou Caiado.
A declaração foi feita durante o painel de governadores da Latin America Investment Conference, evento promovido pelo UBS, em São Paulo, que contou com a participação de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e de Ratinho Júnior, governador do Paraná.
Caiado também criticou o enfraquecimento do teto de gastos, o crescimento da dívida pública e a insegurança jurídica. Segundo ele, investidores estão mais preocupados com 2027 do que com 2026, diante do risco de um colapso fiscal.
Os governadores convergiram na defesa da responsabilidade fiscal, de uma agenda reformista e da necessidade de um novo rumo para o país, além da avaliação de que o PT não deve continuar no comando do governo federal.
Eduardo Leite afirmou que o Brasil vive um momento de precificação política, no qual o mercado reage mais à previsibilidade do que a discursos ideológicos. O governador defendeu uma agenda de reformas fiscais, administrativas e institucionais para garantir o equilíbrio das contas públicas, reduzir estruturalmente os juros e ampliar a atração de investimentos.
“O mundo está se reorganizando, e economias emergentes como o Brasil podem, sim, se aproveitar das tensões globais”, disse.
Para Ratinho Júnior, o país precisa compreender sua posição no cenário internacional e explorar suas vantagens competitivas com foco em uma agenda de futuro.
“A nossa vocação é produzir alimentos. Precisamos ser o supermercado do mundo, mas industrializando essa produção. Podemos ser o computador do mundo, diante da alta demanda por investimentos em inteligência artificial e data centers. Temos energia barata, muita água em comparação a outros países e condições de liderar como a Arábia Saudita dos biocombustíveis”, afirmou.
Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que também participou do debate e é pré-candidato à Presidência, afirmou que apoiará qualquer candidato que chegue ao segundo turno contra o PT.
“Darei total apoio em Minas Gerais, assim como fiz em 2022. O eleitor sabe que o modelo atual de governo não está funcionando”, declarou.