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Sabesp (SBSP3) investe R$ 15,2 bilhões em 2025 e avalia expansão para outros estados

04 fev 2026, 9:04 - atualizado em 04 fev 2026, 9:04
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Sabesp (SBSP3) investe R$ 15,2 bilhões em 2025 e avalia expansão para outros estados (Imagem: divulgação)

A Sabesp (SBSP3) ampliou o investimento em 2025 em 120% sobre o ano anterior, atingindo R$ 15,2 bilhões, numa corrida para conseguir universalizar serviços de água e esgoto no estado de São Paulo até 2029, segundo dados divulgados pela companhia nesta quarta-feira (4).

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A empresa, maior do setor na América Latina e privatizada em 2024, tem como acionista de referência o grupo Equatorial e atende 371 cidades no estado com obrigações de cumprimento de metas de universalização.

Atualmente, a companhia afirma que está conectando uma média de 2.400 domicílios por dia à infraestrutura de água e esgoto, num total de 1.100 frentes de obras.

Somente em 2025, a Sabesp entregou 16 estações de tratamento de esgoto e quase 800 quilômetros de grandes tubulações de esgoto, segundo dados da empresa.

“A gente fez 2,8 milhões [de conexões] até agora e a meta do contrato fala em 4,1 milhões até o final de 2026”, disse o presidente-executivo da Sabesp, Carlos Piani, em entrevista à Reuters, se referindo ao número de domicílios conectados a serviços de água, coleta e tratamento de esgoto.

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De acordo com ele, antes da privatização, em 2023, a Sabesp foi responsável por 30% dos investimentos em saneamento do Brasil “e tem grandes chances de ser agora quase 50% do setor no Brasil hoje. Provavelmente, a Sabesp investiu mais que qualquer empresa do setor”.

A companhia afirma que, no ano passado, cumpriu entre 130% e 150% das metas para os três serviços. Isso se traduz em uma conexão à rede de água de cerca de 664 mil imóveis no estado e 781,5 mil à coleta de esgoto. O tratamento de esgoto foi ampliado pela empresa a 1,37 milhão de imóveis.

“Em 2025, começamos a acelerar no segundo trimestre e ainda estamos em velocidade de cruzeiro. Provavelmente, vamos ver ainda no ano de 2026 um volume de investimento maior”, disse Piani.

Questionado sobre a velocidade acelerada das obras ante as metas, Piani afirmou que isso serve para dar tempo à Sabesp nos próximos anos para se planejar para as próximas fases do contrato de concessão pós-desestatização.

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A empresa deve entregar até meados do ano à agência reguladora estadual Arsesp um censo dos municípios no estado a serem atendidos com serviços de saneamento.

As metas de universalização até 2026 envolvem números de domicílios conectados sob uma base já conhecida que não inclui muitas regiões informais, como favelas e áreas rurais.

A partir de 2027, a cobrança de cumprimento da universalização será baseada em percentual de cobertura a partir do censo, explicou Piani.

“As metas vão ficando mais granulares e mais difíceis. A partir do ano que vem, as metas vão ser computadas por municípios e em 2028 por municípios e recortes deles”, afirmou.

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“Essa cadência [de investimentos] é importante para não tirarmos o foco e esse avanço nos dá tempo para pensarmos no cumprimento das metas granularmente”, acrescentou, se referindo às particularidades dos 371 municípios paulistas atendidos pela empresa com obrigações de universalização.

Piani lembrou que o contrato de concessão tem mecanismos que desestimulam investimentos desnecessários que poderiam ser computados na base de ativos da empresa para fins de reajuste de tarifas aos consumidores.

“A lógica existe [investimento x tarifa], mas não podemos fazer isso olhando apenas para o benefício financeiro, ele tem que ter benefício para a sociedade”, disse Piani.

“Nessa avaliação dos investimentos, o próprio regulador avalia o aproveitamento desses investimentos. Se o aproveitamento é baixo, [o regulador] remunera menos.”

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Copasa à vista

Piani afirmou que a Sabesp segue avaliando oportunidades de ampliar sua área de atuação concentrada em São Paulo a outros estados, algo que inclui o processo de privatização da mineira Copasa (CSMG3).

Segundo o executivo, o interesse da Sabesp dependerá, além do preço, do regramento para a privatização da estatal, que o governo de Minas Gerais tenta conseguir realizar até abril, em um processo que espera levantar pelo menos R$ 10 bilhões.

“O sucesso de uma concessão depende das regras do jogo e as regras do jogo serão importantes para definir o interesse da Sabesp”, disse Piani.

“A regulação [do serviço] em Belo Horizonte é um tema importante. A Copasa atende mais de 600 municípios e pouco menos da metade não tem coleta e tratamento de esgoto, como vai se dar isso? Essa questão não está clara”, afirmou.

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O executivo citou o exemplo da privatização em São Paulo, onde os municípios atendidos pela Sabesp aderiram ao conceito de regionalização, o que reduziu a complexidade de múltiplos contratos diferentes com diferentes especificidades, como prazos de vigência.

“Ainda tem etapas importantes a serem cumpridas”, disse o presidente da Sabesp sobre o processo de privatização da Copasa, citando como exemplo que a empresa está “um pouco atrás” na discussão sobre regionalização.

“Eles têm sido vocais que estão em tratativas avançadas com Belo Horizonte, mas não falam dos outros [municípios]”, afirmou Piani, citando que a capital mineira representa cerca de 30% da receita da Copasa. “Tem muita coisa ainda a ser definida.”

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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