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Safra coloca Raízen (RAIZ4) sob revisão após impairment de R$ 11 bilhões

13 fev 2026, 12:10 - atualizado em 13 fev 2026, 12:10
raízen raiz4
(Foto: Divulgação)

O Banco Safra colocou a recomendação para as ações da Raízen (RAIZ4) sob revisão após a companhia reportar um prejuízo líquido de R$ 15,6 bilhões no terceiro trimestre da safra 2026 (3T26), fortemente impactado por uma provisão de R$ 11,1 bilhões relacionada a impairment — perda por desvalorização ou redução ao valor recuperável.

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Segundo o banco, a baixa contábil — que atinge ativos como impostos diferidos, imobilizado e goodwill (ágio por expectativa de rentabilidade futura) — reflete o elevado nível de alavancagem da empresa e as atuais condições do mercado de crédito, que aumentam a incerteza sobre a geração de caixa e podem afetar as operações.

Apesar de ter efeito não caixa e poder ser revertida no futuro, a provisão evidencia a complexidade da estrutura financeira da companhia.

Diante do cenário, o Safra afirmou que aguarda maior clareza sobre um novo plano de turnaround. A casa mantém a avaliação de que a Raízen pode equacionar a estrutura de capital por meio de um aumento de capital e/ou da aceleração do plano de venda de ativos, mas pondera que a ausência de medidas mais definitivas até o momento sustenta a decisão de colocar a recomendação em revisão.

Operacional dividido

O Ebitda ajustado consolidado somou R$ 3,15 bilhões, queda de 3% na comparação anual e levemente abaixo das estimativas do Safra. O desempenho foi puxado por resultados sólidos na divisão de Mobilidade Brasil, com margens acima do esperado e melhora no ambiente competitivo.

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Por outro lado, o segmento de Açúcar, Etanol e Bioenergia ficou abaixo das projeções, pressionado por menores volumes de etanol, preços mais fracos de açúcar e menor diluição de custos fixos.



Na América Latina, especialmente na Argentina, as margens melhoraram com a conclusão de investimentos na refinaria, permitindo a retomada da produção de derivados de maior valor agregado.

Alavancagem segue pressionada

Mesmo com a redução de estoques e entrada de recursos com venda de ativos, a alavancagem subiu para 5,3 vezes o EBITDA, ante 5,1 vezes no trimestre anterior. A dívida líquida encerrou o período em R$ 55,3 bilhões.

Para o Safra, rebaixamentos recentes de rating elevaram o custo de financiamento, enquanto a queda das ações pode tornar eventuais emissões mais dilutivas, o que pesa sobre a confiança dos investidores e mantém o risco financeiro no centro da tese para a Raízen.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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