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Safra: El Niño ‘interminável’ pode ajudar estas 3 elétricas (uma tem potencial de subir quase 50%)

11 jun 2024, 13:53 - atualizado em 11 jun 2024, 13:53
A hidrologia pior do que o normal continua, os reservatórios estão se esgotando mais rápido do que o esperado (Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)

Um El Niño  interminável e um La Niña que está atrasado podem aumentar a pressão nos reservatórios, e, consequentemente, os preços de energia elétrica, vê o Safra em relatório enviado a clientes.

Os fenômenos climáticos são provocados pelas temperaturas do Oceano Pacífico  — enquanto o El Niño consiste no aquecimento, o La Niña se caracteriza pelo resfriamento anormal das águas — e possuem grande efeito para o clima no Brasil.

Geralmente, o La Niña provoca chuvas mais fracas na Região Sul, chuvas mais fortes na Região Nordeste/Norte e temperaturas mais baixas nas Regiões Centro-Oeste/Sudeste.

No entanto, as previsões mais recentes estão adiando o início (e reduzindo a probabilidade) desse evento, enquanto, ao mesmo tempo, há impactos do forte El Niño no final de 2023/início de 2024.

“Como a demanda maior do que o normal e a hidrologia pior do que o normal continua, os reservatórios estão se esgotando mais rápido do que o esperado (uma diferença de quase 3 pontos percentuais em relação ao nosso modelo anterior)”, afirma Daniel Travitzky, que assina o relatório.

Para o Safra, se a hidrologia atual (70% da média de longo prazo) for mantida sem nenhum despacho térmico adicional, é esperado que os níveis dos reservatórios fiquem em 30% no final do ano de 2024 e 25% em 2025.

“Esses números são apertados, sugerindo, portanto, que seria necessário um despacho térmico adicional, em nossa opinião”, completa.

Nesse cenário, o Safra vê Eletrobras (ELET3), Copel (CPLE6) e Eneva (ENEV3) como principais beneficiadas. Veja as recomendações abaixo:

Empresa Ticker Recomendação Preço-alvo Potencial*
Eletrobras ELET6 Compra R$ 59,40 47%
Copel CPLE6 Compra R$ 12,30 31%
Eneva ENEV3 Compra R$ 15,80 25%

* em relação ao fechamento da última segunda-feira (10)

Água lá embaixo, preços lá em cima

E a baixa nos reservatórios pode ocorrer, justamente, quando a demanda de energia está aquecida no Brasil. Em abril, o consumo de energia saltou 10,4%, a maior alta em cinco meses.

Para o Safra, é esperado volatilidade nos valores, com os preços aumentando, mas tudo depende da hidrologia, enquanto o despacho térmico deve ser maior este ano do que em 2023.

“Depois de considerar os cenários possíveis para a hidrologia nas estações úmidas de 2024/2025, esperamos mais despacho térmico a partir de agosto/setembro (de 10 GW a 11 GW, dependendo da hidrologia, em comparação com 8 GW em 2023) e um possível aumento nos preços à vista (os custos marginais já estão aumentando, embora ainda estejam em níveis baixos)”, discorre.

E com uma perspectiva para a hidrologia em 2025 ainda incerta, os contratos de energia nas plataformas de negociação já estão em alta (níveis médios acima de R$ 150 por MWh).

Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os 50 jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022 e 2023. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os 50 jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022 e 2023. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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