Safra eleva preço-alvo da Meta em US$ 215 e diz que empresa deve apresentar um 3T26 forte
O Safra elevou o preço-alvo das ações da Meta Platforms (META) de US$ 835 para US$ 1.050 e manteve a recomendação de outperform, equivalente a compra, para empresa. O novo valor é baseado em 25 vezes o EPS (lucro por ação, na sigla em inglês) estimado para 2028, o que implica potencial de valorização de aproximadamente 48%.
Nas projeções do banco, a expectativa é que a receita da Meta seja de US$ 64 bilhões, uma alta de 24,8% na comparação anual. Além disso, a instituição espera um lucro por ação ajustado de US$ 7,27 e um lucro operacional ajustado de US$ 22,2 bilhões, ambos acima do consenso.
Na visão do Safra, o 3T26 da companhia de Mark Zuckerberg deve ser forte graças a uma convicção maior na oportunidade da inteligência artificial voltada ao consumidor e no ritmo acelerado de desenvolvimento de produtos.
Os dados do balanço do terceiro trimestre de 2026 da empresa serão divulgados nesta quinta-feira (22).
O que deve levar a Meta a ter um resultado forte no 3T26
Na visão dos analistas, a companhia vem consolidando sua presença no segmento de IA agêntica voltada ao consumidor, o que pode abrir novas avenidas de crescimento e monetização nos próximos anos.
Um dos principais destaques é o Muse, o primeiro agente de inteligência artificial pessoal autônomo da Meta, e que “superou significativamente o ritmo inicial de adoção observado em outras aplicações líderes de IA”.
Além disso, o lançamento do Muse Wonder teria reduzido a distância tecnológica em relação aos modelos mais avançados do mercado, reforçando a competitividade da Meta na corrida pela liderança do setor.
Para o banco, a empresa reúne vantagens difíceis de replicar pelos concorrentes, combinando uma base global de usuários, modelos proprietários de IA e uma robusta geração de caixa proveniente da publicidade.
Dinâmica da internet pode mudar e Meta pode se beneficiar
Os analistas também avaliam que, conforme agentes de IA ganham espaço no processo de compras online, a dinâmica atual da internet pode passar por mudanças.
Nesse cenário, a Meta estaria bem posicionada para capturar novas fontes de receita por meio de assinaturas, serviços voltados ao comércio realizado por agentes de IA e ferramentas oferecidas a terceiros.
Outro ponto destacado no relatório é o Muse para Pequenas Empresas. Na visão do banco, o modelo amplia o relacionamento da Meta com mais de 250 milhões de pequenas e médias empresas ao integrar ferramentas de IA aos fluxos operacionais desses clientes.
Para os analistas, esse movimento tende a fortalecer ainda mais o ecossistema comercial da companhia e gerar efeitos positivos também sobre a demanda por publicidade em suas plataformas.
*Sob supervisão de Renan Sousa