Safra eleva preço-alvo da Riachuelo (RIAA3) e calcula potencial de alta de 40% para a ação; veja os motivos
O Safra elevou o preço-alvo da Riachuelo (RIAA3) de R$ 10 para R$ 13 por ação, mantendo a classificação outperform (equivalente a compra). A cifra implica em um potencial de alta de cerca de 40% ante o preço do último fechamento.
Na visão da equipe de analistas, liderada por Vitor Pini, a varejista de moda deve permanecer entregando resultados consistentes, sustentados por um plano de expansão de lojas acelerado e pelos ganhos de eficiência de custos.
Nessas frentes, a Riachuelo planeja abrir entre 150 e 200 novas unidades nos próximos anos, além de promover melhorias em sua planta industrial e otimizações de preços.
“Além disso, a divisão financeira deve manter uma trajetória saudável de crescimento, com baixos níveis de inadimplência, especialmente diante da expectativa de queda das taxas de juros ao longo do ano”, afirmam os analistas do Safra.
Diante desse cenário, o banco elevou a estimativas para 2026 (excluindo o Midway Mall), incorporando um aumento de 1,7% nas vendas em relação à premissa anterior; expansão de 120 pontos-base na margem bruta, refletindo os ganhos de eficiência, que resulta em melhora de 80 pontos-base na margem Ebitda frente às projeções anteriores.
4T25 da Riachuelo
A Riachuelo reportou um lucro líquido consolidado de R$ 321,9 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), um avanço de 28,8% na comparação anual.
No acumulado de 2025, a Riachuelo registrou o melhor ano da série histórica, com lucro líquido acumulado de R$ 512,1 milhões e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorde de R$ 1,8 bilhão no ano.
No quarto trimestre de 2025, o Ebitda consolidado atingiu R$ 659,8 milhões, com margem Ebitda consolidada de 20,6%, avanço de 1,9 ponto percentual ante o mesmo período em 2024. É o nível mais alto dos últimos cinco anos.
A companhia defende que o seu desempenho no quarto trimestre de 2025 foi fruto de uma trajetória de transformação, decisões ponderadas e potencialização das vocações. “Não é uma aventura, não é algo que começou ontem”, disse Miguel Cafruni, CFO da varejista, em entrevista ao Money Times.
Segundo Cafruni, o desempenho é fruto de uma combinação de foco, disciplina e clareza estratégica, ao mesmo tempo em que a companhia prioriza o ganho de margens.
- VEJA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA: ‘Não é uma aventura, não é algo que começou ontem’, diz CFO da Riachuelo sobre resultados históricos