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Santander prega cautela com setor de saúde, reforça Rede D’Or (RDOR3) como top pick e eleva Fleury (FLRY3)

09 jan 2026, 16:49 - atualizado em 09 jan 2026, 16:55

O Santander elevou seu tom de cautela para o setor de saúde em 2026, mas manteve uma visão seletivamente positiva para empresas maiores, com marcas fortes, escala e geração consistente de caixa. Nesse contexto, o banco reafirmou a Rede D’Or (RDOR3) como sua top pick no setor e elevou a recomendação do Fleury (FLRY3) de neutral para outperform.

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Para 2026, o banco projeta um cenário marcado por maior competição, efeitos negativos de calendário e riscos regulatórios — fatores que tendem a penalizar companhias menores e menos capitalizadas.

“Preferimos nomes de maior porte, que operam em mercados resilientes, com competição mais benigna e histórico comprovado de geração de caixa”, afirma o time de analistas liderado por Caio Moscardini.

Dentro desse contexto, a principal recomendação do banco segue sendo a Rede D’Or. Segundo o Santander, a companhia reúne ativos de alta qualidade, posição dominante no segmento hospitalar e capacidade de capturar demanda por procedimentos de maior complexidade, justamente em um momento em que hospitais pequenos e médios enfrentam restrições financeiras. “Vemos a Rede D’Or como uma empresa ‘all weather’, capaz de performar bem em diferentes ciclos econômicos”, diz o relatório.

Embora negocie a múltiplos superiores aos de pares locais, o banco avalia que o prêmio é justificado. “Mesmo negociando a múltiplos mais altos, o perfil de crescimento, a qualidade dos ativos e a melhora contínua de ROE e ROIC sustentam esse diferencial”, destacam os analistas, ressaltando ainda a capacidade de execução e o ganho estrutural de escala da companhia.

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Fleury: upgrade e tese defensiva

No segmento de diagnósticos, o Santander revisou sua visão sobre o Fleury e elevou a recomendação para outperform. O banco vê a empresa como um nome defensivo em um ano potencialmente mais volátil, combinando marcas fortes, consolidação do setor e elevada geração de caixa.

“O Fleury entrega seu perfil clássico de forte geração de caixa, com payout elevado, o que deve ajudar a sustentar o papel”, afirma o relatório.

Além disso, a companhia é vista como um ativo estratégico dentro do setor. Segundo o Santander, a atuação ativa na consolidação do mercado mantém no radar a possibilidade de movimentos corporativos mais relevantes. “O Fleury carrega uma assimetria positiva associada a potenciais movimentos de consolidação, inclusive envolvendo grandes grupos hospitalares”, avalia o banco.

Do ponto de vista de valuation, o Santander considera que os múltiplos são razoáveis frente à qualidade do negócio. “A ação negocia a um patamar que reflete sua previsibilidade de resultados e a capacidade de geração de caixa, sem exigir um prêmio excessivo”, concluem os analistas.

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Operadoras de planos de saúde

Entre as operadoras, o Santander manteve a Hapvida (HAPV3) como outperform, mas reforçou que a recomendação é, sobretudo, uma tese de valuation. “Os desafios operacionais e o fraco momento de resultados são amplamente conhecidos e, em nossa visão, já estão refletidos nos preços das ações”, avalia o banco. Ainda assim, o Santander reconhece que o ambiente competitivo deve seguir pressionando o crescimento da base, especialmente no Sudeste.

Por outro lado, o Santander rebaixou a recomendação de Mater Dei (MATD3) para neutro. Segundo o banco, a combinação de riscos de execução — especialmente ligados ao rump up de novos hospitais — e menor potencial de revisões positivas de lucro limita o upside do papel. “Preferimos aguardar um ponto de entrada mais atrativo”, diz o relatório.

Entre os principais temas para 2026, os analistas ainda destacam o efeito de calendário, com menos dias úteis, maior número de feriados prolongados e a Copa do Mundo, o que tende a reduzir procedimentos eletivos. “Historicamente, esse cenário favorece as operadoras de planos, com menor utilização, e pesa sobre hospitais e empresas de diagnóstico”, aponta o Santander.

No campo regulatório, por fim, o banco vê sinais mais construtivos após decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o rol da Agência Nacional de Saúde (ANS), o que pode contribuir para a desaceleração de novos processos judiciais. “Ainda é cedo para falar em alívio total, mas já observamos uma clara perda de ritmo na judicialização”, concluem os analistas.

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Confira todas as recomendações do Santander para o setor:

Empresa Rating Preço-alvo Upside
Rede D’Or OP 55,50 35,4%
Auna OP 9,00 79,3%
Mater Dei N 6,30 20,5%
Fleury OP 18,50 26,7%
Oncoclínicas N 3,20 19,8%
DASA N 4,70 19,3%
Hapvida OP 20,70 25,6%
OdontoPrev N 13,00 14,5%
Qualicorp N 2,70 14,5%

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Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja.
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