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Santander (SANB11): Lucro sobe 6%, vai a R$ 4 bilhões no 4T25 e fica dentro das expectativas

04 fev 2026, 6:32 - atualizado em 04 fev 2026, 7:04
Santander
A cifra ficou acima do esperado pelo consenso reunido pela Bloomberg (Imagem: iStock/Lux Blue)

O Santander (SANB11) deu o pontapé inicial dos resultados dos bancões com lucro líquido gerencial de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 6% em relação ao mesmo período do ano passado, mostra documento enviado ao mercado nesta quarta-feira (4).

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A cifra ficou dentro do esperado pelo consenso reunido pela Bloomberg, que aguardava lucro de R$ 4 bilhões.

No acumulado do ano, o lucro líquido foi de R$ 15,6 bilhões, alta de 12,6% no período.

Já o retorno sobre o patrimônio (ROE, na sigla em inglês), número olhado de perto por analistas, terminou o período em 17,6%, alta de 0,1 ponto percentual relação ao mesmo período do ano passado e estável em relação ao trimestre passado.

Na última terça, o resultado do Santander Espanha já dava um gostinho do que poderia vir, reportando 579 milhões de euros na unidade brasileira.

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Em reação, o papel fechou em queda de 2,40%, após passar quase o todo o dia em alta de mais de 1%.

Antes do balanço, analistas esperavam resultados bons para a filial do banco espanhol, que sobe 6% no ano, depois de disparar 40% em 2025, embalada pelo bom momento do Ibovespa.

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Desde que começou o seu processo de recuperação, após sequência de balanços negativos em 2023, o banco continua sua abordagem seletiva e conservadora na originação, priorizando segmentos de melhor risco-retorno.

O Santander foi um dos primeiros a ajustar seu apetite de crédito, o que, na visão de algumas casas, o colocou em posição favorável para retomar o crescimento à medida que o ambiente de crédito se normalize.

“No trimestre, mantivemos o rigor na alocação de capital, com crescimento seletivo e equilibrado de nossos ativos. Em passivos, continuamos a diversificar nossas captações, com redução do custo de funding por meio da expansão da representatividade das pessoas físicas”, destaca o CEO, Mario Leão.

Receitas e margens estáveis

Apesar disso, as receitas totais somaram a R$ 21 bilhões, queda de 1,9% no ano, mas com alta de 1,6% no trimestre,

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Outra linha que não só cresceu como caiu foi a margem financeira, que somou R$ 15 bilhões, queda de 4% no ano.

Em compensação, a margem com cliente aumentou 6,6%, a R$ 16,8 bilhões.

De acordo com o banco, o resultado teve impacto da sensibilidade negativa ao aumento da taxa de juros, enquanto a margem com clientes foi beneficiada por aumento de spread e volume no período.

“A qualidade de crédito permanece pressionada pelo contexto macroeconômico, mas seguimos atuando com prudência, disciplina e gestão ativa de riscos”, destaca o CEO, Mario Leão.

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Carteira cresce; e a inadimplência?

Mesmo com um início de ano mais fraco, o Santander continuou a expandir a carteira de crédito ampliada, que totalizou R$ 708 bilhões, alta de 3,7% no ano e 2,8% no trimestre.

O número poderia ter sido até melhor, não fosse os efeitos cambiais. Sem isso, a linha teria crescido 2,5% no trimestre e 4,9% no ano.

Na qualidade de crédito, o índice de inadimplência de 15 a 90 dias encerra o trimestre em 4%, elevação de 0,1 p.p. no trimestre, praticamente estável.

Porém, o índice acima de 90 dias segue pressionado, atingindo 3,7% em dezembro de 2025, com alta de 0,3 p.p no trimestre e 0,5 p.p. no ano, especialmente em pessoa física nas faixas de menor renda e, em pessoa jurídica, nas empresas de menor faturamento.

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Isso, no entanto, não foi suficiente para bater nas despesas com provisão para crédito duvidosos (PDD), colchão usado pelos bancos para se proteger de calotes: houve redução de 6,4% em relação ao trimestre, a R$ 6 bilhões.

De acordo com o banco, a queda foi reflexo da aceleração da cobertura realizada ao longo do ano e a ausência de efeitos pontuais relevantes, como casos específicos do atacado.

Na comparação anual, porém, o aumento foi de 2,9%, impactado tanto pelo cenário macroeconômico como pela implementação da Resolução CMN nº 4.966/21.

As despesas gerais totalizaram R$ 6,6 bilhões, com crescimento de 3,3% em três meses, por maiores investimentos em tecnologia e despesas com publicidade, que são sazonalmente maiores no quarto trimestre, bem como maiores gastos de pessoal.

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Na comparação anual, apesar disso, houve queda de 2%, “refletindo principalmente a otimização do footprint e força de trabalho”.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. É também setorista de setor financeiro. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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