Economia

São Paulo: sete em cada dez lojistas preveem queda nas vendas do Dia das Mães

05 maio 2020, 21:04 - atualizado em 05 maio 2020, 21:04
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A pesquisa apontou ainda que as pequenas e médias empresas ainda estão no processo de transformação da loja física para a virtual (Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Sete em cada dez lojistas do estado de São Paulo preveem queda nas vendas para o Dia das Mães deste ano com relação a 2019, segundo pesquisa realizada pela Federação das Câmaras Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo.

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Para os comerciantes, a principal dificuldade está no fechamento das lojas por conta da quarentena adotada para evitar a disseminação do novo coronavírus.

A pesquisa apontou ainda que as pequenas e médias empresas ainda estão no processo de transformação da loja física para a virtual.

Os dados mostram que somente 20% dos empresários consideram um aumento das vendas, devido à utilização das lojas virtuais, e que 10% têm expectativas de que o Dia das Mães seja estável, sem crescimento ou números negativos nas vendas, com relação ao ano passado.

“O Dia das Mães é considerado a segunda data mais importante para o varejo. As vendas nesse período têm um peso importante para os comerciantes, porém, devido a quarentena no varejo, isso afeta diretamente o faturamento dos empresários, principalmente os pequenos negócios. Lojas de vestuário e calçados podem ser as mais afetadas”, disse o presidente da federação, Maurício Stainoff.

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O e-commerce é sugerido por especialistas como uma alternativa para dar continuidade às vendas. No entanto, a pesquisa mostrou que 60% dos lojistas estão em fase de adaptação para começar a trabalhar no formato, 30% já trabalhavam com vendas em lojas virtuais e 10% acreditam que o e-commerce não é uma solução ativa de venda.

Em relação ao adiamento do Dia das Mães, 75% dos lojistas acham que não é uma boa opção por conta de a data estar próxima e porque o feriado pode coincidir com as vendas no mês do Dia dos Pais, gerando sobrecarga nos consumidores.

Segundo a pesquisa, 25% supõem que a transferência da data para o segundo semestre pode ser uma boa oportunidade para ajudar no aumento das vendas.

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