São Paulo vai virar uma Amsterdã? Entenda como funcionará o Metrô Aquático na capital paulista
São Paulo pode estar prestes a se tornar uma cidade como Amsterdã, onde o transporte fluvial é uma regra, e não exceção. Isso porque a Prefeitura de São Paulo está planejando o ‘Metrô Aquático’, projeto que conectará represas da zona sul aos rios Pinheiros e Tietê.
A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) diz que o Plano Municipal Hidroviário (PlanHidro SP) irá implementar hidrovia que serão divididas em dois trechos, o Canal Superior e o Canal Inferior.
O plano inclui o transporte de passageiros e cargas. Além disso, serão criados ecoportos para paradas e apoio logístico.
Mas esse tipo de transporte não é novidade no Brasil — muito menos no mundo.
Barco público em São Paulo fez 500 mil viagens em um ano
O Aquático SP conecta os terminais Mar Paulista e Cantinho do Céu, na represa Billings, e é administrado pela São Paulo Transporte (SPTrans). O transporte foi inaugurado em maio de 2024 e, em um ano de funcionamento, transportou cerca de 500 mil passageiros.
No ano passado, a SP Trans realizou uma pesquisa entre os dias 12 e 17 de abril com 476 passageiros. Entre o total dos entrevistados, 90% se demonstraram satisfeitos com o Aquático-SP.
Transporte hidroviário de Amsterdã leva 20 milhões de pessoas no ano
Os “ferries” do Rio Ij conectam o centro da cidade ao distrito de Amsterdam Noord. Os serviços são totalmente gratuitos e podem ser utilizados por pedestres, bicicletas, ciclomotores e motonetas (scooters).
O serviço funciona tanto durante o dia, quanto durante a noite. Além de moradores locais, o transporte é utilizado por turistas tanto para locomoção como para passeios.
Enquanto o projeto brasileiro transportou 500 mil pessoas em um ano, os ferries são um meio de transporte integrado ao cotidiano holandês e levam cerca de 20 milhões de pessoas ao ano.
São Paulo é uma boa opção para receber o Metrô Aquático?
Uma das questões que envolvem o projeto é sua viabilidade dado a poluição dos rios paulistanos. Desde o governo de João Dória, um dos objetivos do governo é a despoluição do Rio Pinheiros para que seja possível o transporte nele.
Os mapas apresentados indicam que o planejamento poderá ter entre 70 e 80 quilômetros de hidrovias urbanas.
Segundo a SMUL, os estudos técnicos e ambientais para viabilização do projeto estão em andamento.