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Saúde: Fleury, Hermes Pardini e Alliar ganham preferência de analistas

08 jan 2021, 20:00 - atualizado em 08 jan 2021, 20:17
Fleury
O Safra elegeu a ação da Fleury como top pick no setor de saúde (Imagem: Gustavo Kahil/ Money Times)

O Safra atualizou a tese de investimento do setor de saúde. Analistas da instituição financeira estão mais otimistas com laboratórios de diagnóstico, considerando que possuem maiores assimetrias positivas em comparação a operadoras de saúde.

Na avaliação do Safra, os esforços que os laboratórios de diagnóstico estão colocando em projetos altamente escaláveis levarão a uma trajetória de aceleração de ganhos sem que as empresas precisem realizar grandes investimentos em ativos físicos. Essa perspectiva de crescimento, somada aos valuations atrativos, sustenta a preferência do banco sobre os três nomes do segmento: Fleury (FLRY3), Hermes Pardini (PARD3) e Alliar (AALR3).

O banco elegeu a Fleury como ação top pick no setor, dada a qualidade da plataforma e a estratégia de crescimento adotada pela companhia.

“Acreditamos que a Fleury está no caminho certo ao construir uma forte plataforma de saúde, que deve se basear em ferramentas digitais e análise de dados, mas utilizando ao mesmo tempo ativos físicos como forma de adicionar valor para os consumidores”, comentaram os analistas Ricardo Boiati e Rafael Une, em relatório divulgado nesta sexta-feira.

O Safra manteve a recomendação de outperform (desempenho esperado acima da média do mercado) para a ação, com preço-alvo ao fim de 2021 de R$ 38. Hermes Pardini e Alliar, com preços-alvo de, respectivamente, R$ 33,40 e R$ 20, receberam o mesmo rating.

Hermes Pardini Itaim
A ação da Hermes Pardini está tão barata que não pode ser ignorada, disse o Safra (Imagem: YouTube/Hermes Pardini)

No caso da Hermes Pardini, a ação está tão barata que não pode ser ignorada.

“Mesmo se excluirmos os testes de Covid das receitas deste ano, estimamos que a ação estaria sendo negociada a 14 vezes o P/L (preço sobre lucro) em 2021, 24% abaixo da média histórica e com 43% de desconto em relação à média do múltiplo de seus pares Fleury e Alliar”, destacaram os analistas.

Além disso, a companhia começou a explorar novos negócios que podem se traduzir em um potencial de valorização maior.

Em relação à Alliar, o Safra acredita que a empresa está pronta para dar início à fase de crescimento acelerado de receitas enquanto melhora as margens operacionais e o nível de alavancagem de seu balanço patrimonial. Apesar de ter o maior potencial de valorização no setor (96%), a ação da Alliar possui alguns riscos que devem ser levados em consideração pelos investidores, como o balanço patrimonial alavancado da companhia e margens e retornos menores em relação aos pares.

Outros nomes

O Safra também mencionou outras empresas do setor de saúde. Sobre Hapvida (HAPV3) e NotreDame Intermédica (GNDI3), a instituição continua otimista com o perfil verticalmente integralizado dos players. Ambos os nomes apresentaram boas performances em meio ao cenário desafiador do ano passado. Agora, os analistas acreditam que haverá uma desaceleração no crescimento das companhias.

A recomendação de outperform foi mantida tanto para a Hapvida quanto para a NotreDame. Os preços-alvo indicados são de R$ 17,80 e R$ 89, respectivamente.

As perspectivas para a Qualicorp (QUAL3) melhoraram. O Safra reconheceu os esforços da administração da companhia em melhorar a estratégia de negócios. Projetando um cenário de crescimento mais promissor no longo prazo, o banco manteve a recomendação de outperform para o papel, com preço-alvo de R$ 43.

Por fim, o Safra reforçou a recomendação neutra para SulAmérica (SULA11) e Odontoprev (ODPV3), pois vê seus valuations atuais pouco atraentes, levando em consideração as perspectivas de crescimento dos lucros.

Editora-assistente
Formada em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua como editora-assistente do Money Times há pouco mais de três anos cobrindo ações, finanças e investimentos. Antes do Money Times, era colaboradora na revista de Arquitetura, Urbanismo, Construção e Design de interiores Casa & Mercado.
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Formada em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua como editora-assistente do Money Times há pouco mais de três anos cobrindo ações, finanças e investimentos. Antes do Money Times, era colaboradora na revista de Arquitetura, Urbanismo, Construção e Design de interiores Casa & Mercado.
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