Estados Unidos (EUA)

Scott Bessent ao lado de André Esteves: Homem de confiança de Trump vem ao Brasil para a CEO Conference do BTG

05 fev 2026, 13:50 - atualizado em 05 fev 2026, 13:55
Scott Bessent Tesouro Estados Unidos EUA
Scott Bessent, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos (Foto: REUTERS/Jonathan Drake/File Photo/File Photo)

Ele é o homem que Wall Street confia para manter as rédeas da maior economia do mundo. Scott Bessent, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos e homem de confiança de Donald Trump, virá ao Brasil para participar da CEO Conference 2026, evento do BTG Pactual, que ocorre nos dias 10 e 11 de fevereiro, em São Paulo.

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Em um momento de incerteza sobre tarifas e juros norte-americanos, o que Bessent fala vale a pena ser ouvido pelos investidores brasileiros. Para isso, basta ser inscrever gratuitamente aqui. O evento terá transmissão on-line.

O braço direito de Trump sobe ao palco da CEO Conference 2026 na próxima terça-feira (10), às 11h30 (horário de Brasília), para um painel mediado por André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual.

A expectativa é que o encontro forneça pistas cruciais sobre a política externa norte-americana e os impactos diretos nos mercados.

Scott Bessent: “o adulto na sala” 

Frequentemente apelidado pela imprensa internacional de “o adulto na sala”, Bessent é a face técnica e pragmática do governo Trump.

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Com uma carreira consolidada em Wall Street, onde foi braço direito de George Soros e fundou a Key Square Capital, ele é visto como o fiador da estabilidade fiscal norte-americana em meio à retórica protecionista de Trump.

Sua atuação tem sido marcada por uma tentativa de equilibrar a agressividade comercial — as famosas tarifas comerciais de Trump — com uma política de desregulamentação e corte de impostos que visa acelerar o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos.

Brasil vs. EUA: o cenário após o tarifaço de Trump 

O investidor chega à CEO Conference 2026 sob o efeito de um 2025 marcado por embates entre Brasil e Estados Unidos. Você pode conferir aqui a agenda do evento e todos os participantes.

Basta ver que dados recentes mostram que as exportações brasileiras para os EUA caíram 6,6% no último ano, reflexo da política de tarifas recíprocas implementada por Washington.

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No entanto, o tom de Bessent tem sido de negociação. Em declarações recentes, o secretário do Tesouro norte-americano reforçou que as tarifas são “alavancas de troca” e não necessariamente fins em si mesmos.

O Brasil, que encerrou 2025 com um déficit comercial de US$ 7,5 bilhões com os norte-americanos, busca entender se há espaço para reversão desse cenário.

O que o investidor deve monitorar no painel 

Bessent deve abordar temas que mexem diretamente com o preço dos ativos locais. Veja os principais temas para ficar de olho durante o bate-papo entre André Esteves e o homem de confiança de Trump:

  • Tarifas: a possibilidade de novos acordos bilaterais que possam aliviar a pressão sobre a indústria nacional.
  • Dólar e juros: com a economia norte-americana acelerando — nas palavras do próprio Bessent em Davos —, o diferencial de juros e a força global do dólar continuam sendo o principal risco para o Ibovespa e para a inflação brasileira.
  • Influência da China: a visão de Bessent sobre a presença chinesa na América Latina é um ponto crucial depois que os Estados Unidos invadiram a Venezuela. O governo Trump tem sinalizado que usará a Doutrina Monroe reformulada para exigir maior alinhamento comercial dos vizinhos do sul.
  • Equilíbrio fiscal: planos do Tesouro norte-americano para reduzir o déficit dos estimados 5,9% em 2025 para 3% até o fim do mandato de Trump — um plano que pode ditar o apetite por risco em mercados emergentes.

Mais que uma conversa diplomática, o painel com André Esteves será um termômetro para saber se o pragmatismo de Bessent conseguirá suavizar as incertezas que ainda pairam sobre a economia e os mercados globais em 2026. Para não perder nada, inscreva-se gratuitamente aqui.

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