Giro do Mercado

Se o cenário se mantiver, Copom deve repetir corte de 0,25 p.p. na próxima reunião, diz Mag Investimentos

18 mar 2026, 20:10 - atualizado em 18 mar 2026, 20:10

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como o esperado pelo mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic de 15% para 14,75% ao ano, a primeira flexibilização desde o início do segundo semestre de 2025. A decisão do colegiado foi unânime.

Para Rafael Rondinelli, economista da Mag Investimentos, o Copom deixou um guidance “100% aberto” sobre os próximos passos sobre a trajetória da Selic.

“A princípio, o comunicado mostra que o Banco Central deseja manter o ritmo de cortes caso o cenário se mantenha nos níveis atuais, com petróleo entre US$ 90 a US$ 100 o barril e o câmbio nesse patamar mais comportado. Nesse cenário, o BC deve ter incentivos a continuar [o ciclo de cortes] e fazer, pelo menos, mais um ajuste de 0,25 p.p. na próxima reunião”, disse Rondinelli.

A Mag Investimentos vê a Selic a 12,50% no final de 2026.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na avaliação do economista, o comunicado trouxe sinais mistos. “O Copom foi mais hawkish em relação a sua justificativa para o corte na Selic e à avaliação da conjuntura dado o cenário de guerra, preços de petróleo nas alturas e uma incerteza muito grande. Do outro lado, o colegiado foi dovish em relação a projeção de inflação no horizonte relevante”, disse.

A projeção de inflação do Copom para o terceiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, é de 3,3% – abaixo de 3,8% apontados no Relatório Focus da última segunda-feira (16). A Mag Investimentos tinha, até antes da decisão, uma previsão de inflação a 3,5%.

“Isso demonstra uma confiança, de certa forma, do processo passado de manutenção da Selic em patamar elevado”, acrescentou Rondinelli.

Conflito no Oriente Médio

Durante o Giro Especial do Copom, Rafael Rondinelli, da Mag Investimentos, afirmou que ainda é difícil precificar o impacto do conflito no Oriente Médio sobre a economia brasileira por ora, dadas as incertezas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O BC fez questão de mencionar que as incertezas geopolíticas e que isso vai balizar as perspectivas de próximos passos de política monetária. O fato é que quanto mais esse cenário [de tensão geopolítica] persistir, muito provavelmente o BC deve ser cauteloso ainda e manter a Selic em patamar mais contracionista do que o inicialmente esperado.”

No comunicado, o Copom reforçou o ambiente externo tornou-se mais incerto em função do acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio.

“Tal cenário exige particular cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities“, diz o comunicado.

Os diretores também consideraram os impactos dos conflitos no Oriente Médio “de forma prospectiva”, em particular seus efeitos sobre a cadeia de suprimentos global e os preços de commodities que afetam direta e indiretamente a inflação no Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dia de ‘Super Quarta’

Mais cedo, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed) manteve os juros inalterados, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela segunda vez consecutiva, como o esperado.

A decisão não foi unânime: Stephen Miran votou em um corte de 0,25 ponto percentual.

O Fomc também manteve a previsão de apenas um corte nos juros em 2026. O sumário de projeção econômica (SEP) e o gráfico de pontos – conhecido como ‘dot plot‘ –, mostraram que a mediana para o Fed Funds segue em 3,4% neste ano, o que sugere a taxa de juros no intervalo de 3,25% a 3,50% em dezembro.

Após a decisão, o mercado adiou as apostas de corte nos juros pelo Fed de dezembro para março de 2027.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Veja o Giro do Mercado Especial na íntegra: 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
O Money Times é referência em investimentos pessoais, educação financeira, gestão de carreiras e consumo no mercado brasileiro. No Money Times, investidores, analistas, gestores e entusiastas do ambiente econômico brasileiro usufruem de textos objetivos e de qualidade que vão ao centro da informação, análise e debate. Buscamos levantar e antecipar discussões importantes para o investidor e dar respostas às questões do momento. Isso faz toda a diferença.
Twitter Facebook Linkedin Instagram YouTube Site
O Money Times é referência em investimentos pessoais, educação financeira, gestão de carreiras e consumo no mercado brasileiro. No Money Times, investidores, analistas, gestores e entusiastas do ambiente econômico brasileiro usufruem de textos objetivos e de qualidade que vão ao centro da informação, análise e debate. Buscamos levantar e antecipar discussões importantes para o investidor e dar respostas às questões do momento. Isso faz toda a diferença.
Twitter Facebook Linkedin Instagram YouTube Site
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar