Economia

Selic a 15%: BC começa a vencer batalha das expectativas, diz Mario Mesquita, do Itaú

31 ago 2025, 5:00 - atualizado em 29 ago 2025, 13:32
Mario Mesquita Itaú
(Imagem: Felipe Gonçalves/LIDE)

O Banco Central (BC) “está começando a ganhar a batalha das expectativas” e deve manter a postura de cautela na política monetária até o fim do ano, avaliou o economista-chefe do Itaú Unibanco, Mario Mesquita.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para ele, o atual patamar da Selic já começa a mostrar resultados no processo de desaceleração da inflação, e a autoridade monetária colhe agora os frutos do aperto iniciado nos últimos anos.

Segundo Mesquita, a sinalização do Comitê de Política Monetária (Copom) de interromper o ciclo de cortes e permanecer com os juros em 15% por um “período bastante prolongado” reforça a intenção do BC em consolidar a ancoragem das expectativas.

No último Boletim Focus, a projeção do mercado para a inflação em 2025 caiu para 4,86% e, para 2026, em 4,33%. A estimativa para este ano recua há 13 semanas consecutivas, enquanto a do próximo ano cai há seis.

“Quando ele usou só ‘prolongado’ no passado, isso significou uma pausa entre sete e nove reuniões. Agora, com ‘bastante prolongado’, podemos estar falando de um horizonte ainda maior”, disse. “Justamente agora que começou a ganhar o jogo, não faz sentido mudar a tática.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A projeção do Itaú é de que o BC corte a Selic no primeiro trimestre de 2026 e leve a taxa para o patamar de 12,75% ao final do ano.

No cenário inflacionário, o Itaú projeta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) termine 2025 um pouco acima de 5% e recue para 4,4% em 2026, em um processo de desinflação considerado lento, mas sustentado pela política monetária.

Já em relação ao crescimento, a expectativa do banco é de alta de 2,2% no Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 e de 1,5% em 2026.

Apesar da desaceleração, Mesquita vê um consumo mais robusto no próximo ano, sustentado por estímulos típicos de períodos pré-eleitorais. “Projetamos quase 3% de expansão no consumo em 2026, com aceleração em relação a 2025”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Editora-assistente
Editora-assistente no Money Times e graduada em Jornalismo pela Unesp - Universidade Estadual Paulista. Atua na área de macroeconomia, finanças e investimentos desde 2021.
giovana.leal@moneytimes.com.br
Linkedin
Editora-assistente no Money Times e graduada em Jornalismo pela Unesp - Universidade Estadual Paulista. Atua na área de macroeconomia, finanças e investimentos desde 2021.
Linkedin
As melhores ideias de investimento

Receba gratuitamente as recomendações da equipe de análise do BTG Pactual – toda semana, com curadoria do Money Picks

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar