Shein

Shein decepciona no primeiro balanço após IPO e ação cai cerca de 14% em Hong Kong

29 set 2026, 8:31
IOF, Fernand Haddad, Ministério da Fazenda, Shein, Shopee, Aliexpress, Compras, taxa, alíquota, Economia, Brasil
O reajuste do IOF deve encarecer 'comprinhas' no exterior via e-commerces como Shein, Shopee e Aliexpress (Imagem: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Arquivo)

A estreia da Shein Global como empresa de capital aberto segue turbulenta. No primeiro balanço desde a abertura de capital, os resultados vieram abaixo do esperado e derrubaram as ações listadas em Hong Kong em cerca de 14% no início do pregão de terça-feira, para uma mínima recorde.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os números do segundo trimestre mostraram queda no lucro e crescimento fraco de receita, em um contexto de pressões persistentes de tarifas e custos logísticos em alta.

A varejista de moda rápida, fundada na China, disse que o ambiente externo deve continuar incerto no segundo semestre de 2026, mas indicou possibilidade de melhora no quarto trimestre, que é sazonalmente mais forte. “O quarto trimestre continua sendo nossa janela promocional mais significativa e deve impulsionar de forma relevante os pedidos”, afirmou no comunicado.

No segundo trimestre, a receita subiu apenas 0,9% em relação a um ano antes, para US$ 11,08 bilhões. Já o lucro líquido ajustado caiu cerca de dois terços, para US$ 228 milhões.

Com cobertura ainda limitada, não há um consenso robusto de mercado, mas analistas do Jefferies estimaram que o resultado ficou mais de 10% abaixo da faixa inferior sugerida pelo prospecto. A receita nos Estados Unidos caiu 6% no trimestre, enquanto a receita na Europa recuou 14%. A fraqueza nos EUA surpreendeu o Jefferies, que afirmou que investidores e a própria administração esperavam recuperação no mercado americano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A operação dos EUA foi atingida após o governo encerrar, em 2025, uma isenção tarifária para importações de baixo valor, reduzindo a demanda por produtos baratos. Na Europa, as vendas também ficaram sob pressão depois que a União Europeia (UE) eliminou, em julho, isenção semelhante e abriu uma investigação neste ano sobre preocupações com produtos ilegais e riscos ao usuário relacionados ao formato da plataforma.

A guerra no Oriente Médio agravou o cenário ao afetar rotas de transporte e elevar custos de frete. A Shein afirma estar adotando medidas para enfrentar os ventos contrários, incluindo aumento de preços.

A empresa abriu capital neste mês em Hong Kong, com avaliação próxima de um quarto dos quase US$ 100 bilhões que já chegou a valer. Apesar de a oferta ser uma das maiores do ano no mercado local, a ação já acumula queda de quase 30% em relação ao preço do IPO. Fonte: Dow Jones Newswires.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar