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Shell já se comprometeu com R$3,5 bi para capitalização da Raízen, diz CEO no Brasil

03 mar 2026, 14:01 - atualizado em 03 mar 2026, 14:01
shell
(Imagem: REUTERS/Marcos Brindicci)

A petroleira Shell está comprometida em investir R$3,5 bilhões na Raízen (RAIZ4), maior produtora global de açúcar e etanol de cana, que está em dificuldades financeiras, disse o presidente-executivo da empresa de energia no Brasil na terça-feira.

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A Raízen, também uma das líderes no segmento de distribuição de combustíveis no país, registrou uma série de prejuízos e um aumento acentuado da dívida líquida nos últimos trimestres, em meio a investimentos onerosos e condições climáticas adversas que afetaram negativamente as safras.

Na última divulgação de resultados, em fevereiro, a companhia alertou sobre uma “incerteza relevante” quanto à sua capacidade de continuar operando.

A Reuters informou na semana passada que a Shell injetaria R$3,5 bilhões na Raízen, com fontes sugerindo que esse valor seria desproporcional aos fundos provenientes da Cosan, que também é proprietária da empresa em uma joint venture.

A Reuters também informou que os credores da Raízen estavam insatisfeitos com uma proposta do BTG Pactual, que administra um fundo que entrou no grupo de acionistas controladores da Cosan no ano passado, de dividir a Raízen em duas, separando o negócio de distribuição de combustíveis das refinarias e outros ativos.

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A Shell prefere manter unida a fabricante de açúcar em dificuldades, disse Cristiano Pinto da Costa, presidente-executivo da unidade brasileira da gigante petrolífera britânica, acrescentando que a companhia também espera que o outro acionista seja capaz de reforçar a Raízen com um investimento adicional de R$3,5 bilhões.

Existe a possibilidade de dividir a Raízen em duas unidades separadas no futuro, disse Costa. No entanto, tal eventualidade só deve ser avaliada após a conclusão da recapitalização, acrescentou.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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