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Simpar (SIMH3): Ações sobem após resultado do 4T25 e analistas destacam avanço na desalavancagem

31 mar 2026, 12:21 - atualizado em 31 mar 2026, 12:22
Simpar
Foto: Reprodução.

As ações da Simpar (SIMH3) sobem 4,6%, a R$ 11,30, por volta das 11h45 desta terça-feira (31), após a companhia reverter prejuízo no quarto trimestre de 2025 e reforçar sinais de desalavancagem — ponto que dominou a leitura de analistas, mesmo com a qualidade do lucro ainda pressionada.

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A holding reportou lucro líquido de R$ 543 milhões entre outubro e dezembro do ano passado, revertendo perdas anteriores. No entanto, o número foi impulsionado por efeitos não recorrentes, principalmente pela venda da Ciclus Rio.

Ajustando esses impactos, o resultado, segundo os analistas, seguiria negativo.

Para o BTG Pactual, o trimestre veio dentro do esperado, com surpresa positiva na última linha. “Os resultados vieram em linha com as nossas estimativas, com um resultado líquido melhor do que o esperado”, escreveram os analistas liderados por Lucas Marquiori.

Ainda assim, o banco pondera que o lucro não reflete integralmente a geração recorrente. “O resultado reportado foi impactado por itens não recorrentes, enquanto o lucro ajustado ainda permaneceu negativo”, acrescentaram.

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A receita líquida somou cerca de R$ 11,3 bilhões no trimestre, alta de 5% na base anual. O Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) reportado alcançou R$ 4,1 bilhões, avanço de 55% em um ano, também influenciado por eventos extraordinários.

O resultado das subsidiárias da Simpar

Mesmo com a pressão do resultado financeiro, em meio a juros elevados, a visão de analistas é de que o desempenho operacional das subsidiárias trouxe sinais mais positivos para a tese.

Na Movida (MOVI3), o trimestre foi um dos destaques, com Ebitda de cerca de R$ 1,4 bilhão e expansão de margens, sustentada por preços mais altos e boa ocupação da frota. “Movida entregou resultados fortes, impulsionados por pricing sólido e volumes resilientes, com suporte de maior ocupação e margens robustas”, destacou o BTG.

A Vamos (VAMO3) também apresentou evolução operacional, com crescimento de receitas e melhora na dinâmica de recuperação de ativos. A receita de serviços avançou cerca de 13,8% na comparação anual, para aproximadamente R$ 1,2 bilhão, refletindo maior utilização da frota.

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Já a JSL (JSLG3) teve um trimestre misto: a receita ficou em torno de R$ 2,4 bilhões, com leve queda anual, mas o Ebitda cresceu cerca de 16%, com melhora relevante de margens. Ainda assim, o lucro foi pressionado pelo avanço das despesas financeiras.

Na Automob (AMOB3), a receita líquida atingiu cerca de R$ 3,35 bilhões no trimestre, alta de 6,7% na base anual, mas com margens ainda comprimidas e prejuízo líquido ajustado, refletindo demanda mais fraca, especialmente no segmento agro.

Entre os negócios não listados, a CS Infra foi um dos principais destaques, com receita de cerca de R$ 101,9 milhões, alta de 47% na comparação anual, e Ebitda de R$ 42,1 milhões, avanço de 27%, refletindo maior volume em portos e rodovias. Já a Ciclus teve receita de aproximadamente R$ 89,3 milhões no trimestre, crescimento de 7,3% em um ano, mas com queda de 12,5% no Ebitda, impactado por custos pontuais ligados a eventos.

Desalavancagem

O principal ponto de consenso entre os analistas, no entanto, segue sendo a desalavancagem. A relação dívida líquida/Ebitda caiu para 3,0 vezes no trimestre, ante 3,5 vezes no trimestre anterior.

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Para o Itaú BBA, esse foi o destaque do trimestre. “Os resultados foram positivos, com a companhia atingindo o menor nível de alavancagem consolidada em 15 anos”, escreveram os analistas.

A melhora foi impulsionada pela venda da Ciclus Rio, que gerou cerca de R$ 615 milhões em caixa, além de menor intensidade de investimentos.

Na visão do BTG, esse continua sendo o principal gatilho para a ação. “Acreditamos que o mercado deve acompanhar de perto a execução da agenda de crescimento e o aumento de capital, que pode acelerar a desalavancagem”, afirmaram.

O BTG Pactual mantém recomendação de compra para Simpar, com preço-alvo de R$ 11,00, vendo a desalavancagem e o aumento de capital como catalisadores.

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Já o Itaú BBA tem recomendação outperform (equivalente à compra), destacando a melhora do balanço e o potencial de geração de caixa com os investimentos já realizados.

O Banco Safra adota uma postura mais conservadora, com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 12,40, citando o peso ainda elevado das despesas financeiras, apesar da melhora operacional.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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