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Simpar (SIMH3) aprova programa de recompra de ações e instrumentos derivativos; entenda

09 mar 2026, 9:11 - atualizado em 09 mar 2026, 9:11
simpar
(Imagem: Simpar/Divulgação)

O conselho de administração da Simpar (SIMH3) aprovou um novo programa de recompra de ações da companhia e autorizou a diretoria a firmar instrumentos derivativos de liquidação exclusivamente financeira, sem desembolso imediato de caixa e impacto na alavancagem, mostra fato relevante divulgado ao mercado nesta segunda-feira (9).

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A aprovação de um programa de recompra pode ter diversas motivações, como a crença pela empresa de que as ações estão baratas, a distribuição de ações aos executivos como bônus sem a emissão de novos papéis e a geração de valor ao acionista.

No caso dos derivativos, tratam-se de instrumentos financeiros que derivam de outro ativo, podendo ser os juros, moedas, commodities, entre outros. De acordo com o comunicado, no caso da Simpar os derivativos poderão ser referenciados em ações da própria companhia e de suas controladas: Movida (MOVI3), Vamos (VAMO3), JSL (JSLG3) e Automob (AMOB3).

Na prática, isso significa que a companhia não precisa desembolsar caixa para comprar ações, mas, por meio dos derivativos, poderá ter exposição à variação do preço desses ativos, podendo registrar ganhos ou perdas conforme o desempenho das ações.

O programa de recompra e os derivativos compõem estratégia da Simpar de aumentar a sua exposição, ainda que de forma sintética, às ações de emissão da companhia e das suas controladas, tendo em vista o cenário macroeconômico atual.

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Além disso, a companhia visa incrementar a estrutura de capital das controladas e dela mesma, bem como a redução do custo de capital, conforme o comunicado.

“Os efeitos dos derivativos ficarão condicionados à homologação do aumento de capital da companhia anunciado em 5 de março de 2026, no valor mínimo de R$1,4 bilhão, o que ocorrerá após a Assembleia Geral Extraordinária a ser convocada para o dia 30 de março de 2026”, diz o fato relevante.

Reforço de caixa na Simpar

Na última semana, a Simpar aprovou um aumento de capital privado que pode movimentar entre R$ 1,4 bilhão e R$ 2 bilhões, com participação da BNDES Participações (BNDESPar), da sua controladora JSP e de investidores institucionais.

A operação ocorre em conjunto com novas capitalizações das subsidiárias Vamos e Movida, que também receberam sinal verde de seus conselhos de administração, em uma estratégia mais ampla de reforço da estrutura de capital do grupo Simpar.

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No caso da Simpar, o aumento prevê a emissão de entre 124,5 milhões e 177,9 milhões de novas ações, ao preço de R$ 11,24 por papel, com captação mínima de R$ 1,4 bilhão.

BNDESPar assumiu compromisso de investir entre R$ 600 milhões e cerca de R$ 679,7 milhões na companhia. A controladora JSP poderá aportar entre R$ 188 milhões e R$ 300 milhões, enquanto investidores institucionais se comprometeram com R$ 500 milhões.

A Vamos também realizará aumento de capital, que pode variar entre R$ 400 milhões e R$ 600 milhões, com emissão de novas ações a R$ 3,85 cada. Já a Movida aprovou uma capitalização entre R$ 500 milhões e R$ 750 milhões, com preço de emissão de R$ 11,72 por ação.

A BNDESPar também se comprometeu a investir nessas duas empresas: entre R$ 200 e R$ 300 milhões na Vamos e de R$ 250 a a R$ 375 milhões na Movida.

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Além disso, a própria Simpar poderá aportar recursos nas duas subsidiárias, reforçando o caixa das companhias.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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