Giro do Mercado

Sinal amarelo para os frigoríficos: limites de exportação e menor ciclo de oferta podem afetar o setor ainda este ano

26 mar 2026, 15:38 - atualizado em 26 mar 2026, 15:39

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A perspectiva para os frigoríficos neste ano, após a temporada de balanços, esteve entre os principais do Giro do Mercado desta quinta-feira (26), com os jornalistas Paula Comassetto e Pasquale Augusto.

“Começamos 2026 com a China estabelecendo cotas específicas para o Brasil para a importação de carne bovina”, explicou Augusto. Em apenas dois meses o Brasil já atingiu um terço do total estabelecido.

O principal risco para o mercado é o esgotamento dessa cota – o que, de acordo com projeções, pode acontecer em agosto ou setembro, lembrou o jornalista.

A guerra no Oriente Médio adicionou novas tensões para os frigoríficos, que registraram uma queda conjunta desde o início do conflito. Os rumores de cessar-fogo melhoraram o desempenho do setor na bolsa, mas ainda causam impactos indiretos como o aumento dos fretes.

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Augusto ainda destacou o ciclo de menor oferta de gado, que tem elevado o valor da arroba.

O que mais movimenta o mercado

O Giro do Mercado ainda falaou sobre o IPCA-15 de março, que subiu 0,44%. Apesar da desaceleração em relação a fevereiro, o dado veio acima do esperado e mantém o mercado atento ao cenário de inflação. O número também desacelerou em relação à variação de +0,84% e de 4,10% no acumulado dos últimos 12 meses, registrados no mês passado.

Além disso, o Relatório de Política Monetária do Banco Central também trouxe mudanças importantes no cenário. A autoridade monetária elevou suas projeções de inflação para 3,9% no horizonte relevante, destacou o impacto da alta do petróleo e reforçou que o ambiente global ficou mais incerto com a guerra no Oriente Médio.

Para o PIB, a projeção foi mantida em 1,6%, mas ainda com grau de incerteza.

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*Com supervisão de Kaype Abreu

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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