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Sinal amarelo para WEG (WEGE3): JP Morgan questiona valuation e impacta ação; confira

20 fev 2026, 10:13 - atualizado em 20 fev 2026, 10:31
WEG (WEGE3) - Imagem: iStock/peshkov/Divulgação

O JP Morgan colocou a WEG (WEGE3) sob monitoramento de curto prazo, ao incluir a ação no chamado Negative Catalyst Watch – monitoramento de catalisador negativo – antes da divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25), prevista para 25 de fevereiro.

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Para o banco, o risco no curto prazo é assimétrico, com maior espaço para decepção do que para surpresas positivas nos preços atuais, embora a recomendação overweight equivalente à compra tenha sido mantida.

No pregão desta quinta-feira (19), os papéis recuaram 3,78%, a R$ 51,37. No acumulado de 2025, contudo, a alta ainda é de 5,73%.

Alerta antes do resultado da WEG

Segundo o relatório do JP Morgan, a preocupação está ligada principalmente ao nível de valuation da companhia e à expectativa de um quarto trimestre mais fraco.

Hoje, as ações da WEG são negociadas a preços considerados elevados pelos analistas. Na prática, isso significa que o investidor está pagando cerca de 32 anos de lucro esperado da empresa para 2026 (indicador conhecido como preço sobre lucro, ou P/L) e 21,6 vezes a geração operacional de caixa estimada (o chamado EV/Ebitda).

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Esses níveis costumam indicar um papel “caro” na bolsa — especialmente em um momento em que o banco espera crescimento mais moderado da receita e margens pressionadas no fim de 2025, o que pode limitar o potencial de valorização das ações no curto prazo.

“Embora a maioria dos investidores já esteja ciente da fraqueza do quarto trimestre e nossas análises indiquem impacto cambial limitado frente ao consenso, acreditamos que a confirmação de um trimestre fraco pode levar a novas revisões para baixo das projeções para 2026”, afirmam os analistas.

Alta recente pode não refletir fundamentos

Desde a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2025, em 21 de outubro, as ações da WEG acumulam alta de 35%. No mesmo período, o Ibovespa avançou 29%, enquanto o dólar caiu 8% frente ao real.

Para o JP Morgan, parte desse desempenho está mais relacionada ao fluxo global para mercados emergentes do que a uma melhora efetiva nos fundamentos operacionais da companhia.

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O banco também chama atenção para a sensibilidade da WEG ao câmbio. Considerando o dólar a R$ 5,24, as estimativas indicam um risco de queda entre 4% e 6% na receita e no Ebitda de 2026, além de uma redução de cerca de 0,5 ponto percentual na margem Ebitda.

Segundo o relatório, cada variação de 5% no câmbio real/dólar pode impactar a receita em aproximadamente 3% e o Ebitda em 5%.

O que joga a favor — e contra — a WEG

Entre os fatores positivos citados pelo banco estão:

  • exposição à tendência global de eletrificação;
  • crescimento do mercado de armazenamento de energia por baterias no Brasil;
  • aumento da demanda por transformadores, impulsionada por novas conexões de rede, inteligência artificial e data centers;
  • posição de caixa líquido.

Por outro lado, o JP Morgan avalia que o mercado já precifica uma recuperação que ainda não aparece nos resultados.

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Além disso, cerca de 60% da receita da empresa vem do exterior, o que reduz a exposição direta a uma eventual retomada da economia brasileira.

“A WEG não é um veículo viável para surfar uma potencial recuperação econômica brasileira (60% da receita bruta vem de fora do Brasil) nem para o próximo ciclo de afrouxamento monetário (a empresa possui caixa líquido)”, destaca o banco.

Na visão do JP Morgan, o balanço do quarto trimestre será decisivo para o comportamento das ações no curto prazo. Caso os números confirmem um desempenho mais fraco, pode haver novas revisões negativas nas estimativas — e pressão adicional sobre os papéis.

*Com informações do InfoMoney

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