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SLC Agrícola (SLCE3): A estratégia ‘rent a farm’ para crescer em terras na contramão do agronegócio

29 maio 2026, 12:00 - atualizado em 27 maio 2026, 15:43

A SLC Agrícola (SLCE3) encontrou nos arrendamentos uma forma de crescer em área plantada justamente quando boa parte do agronegócio brasileiro pisa no freio.

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Em vez de ampliar a exposição em terras próprias em um ambiente de juros elevados e crédito mais caro, a companhia vem reforçando uma estratégia “asset light”: dois terços da área plantada da SLC Agrícola é arrendada.

Segundo o CEO da SLC, Aurélio Pavinato, a mudança de postura começou a ganhar força após o IPO, realizado em 2007. Até aquele ano, desde a fundação da empresa, em 1977, a lógica da SLC era baseada na compra recorrente de áreas no Cerrado, principal fronteira de expansão agrícola do país nas últimas décadas.

“Depois do IPO, compramos e transformamos muitas áreas. Em 2015, decidimos não comprar mais terras não desenvolvidas e migramos para um modelo de crescimento asset light via arrendamentos”, afirmou o executivo no Money Minds, programa de entrevistas do Money Times (assista a entrevista na íntegra acima).

A estratégia reflete uma visão mais cautelosa sobre alocação de capital no atual ciclo do agro. Em vez de imobilizar recursos na compra de terras, a prioridade da companhia passou a ser direcionar capital para expansão operacional, ganho de escala e eficiência produtiva.

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Esse movimento ficou ainda mais evidente na aquisição da operação da Sierentz, anunciada no ano passado. A transação adicionou cerca de 100 mil hectares à operação da SLC, praticamente todos em áreas arrendadas.

“O foco continuará sendo crescer o máximo possível via arrendamentos”, destacou Pavinato.

A visão da companhia é de que o atual cenário macroeconômico ainda não favorece uma retomada agressiva na compra de fazendas. Mesmo com o aumento de oportunidades no mercado, a SLC entende que o custo de capital pode permanecer elevado por um período mais longo, reduzindo a atratividade de aquisições de terras próprias neste momento.

SLCE3: Crescer na baixa, para surfar na alta

A empresa também afirma adotar uma postura contracíclica para expansão. Em 2021, por exemplo, a aquisição da operação da Terra Santa seguiu a mesma lógica: incorporar ativos operacionais sem necessariamente comprar as terras.

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Segundo Pavinato, entre 2022 e 2023, o ambiente para investimentos ficou menos atrativo, marcado por inflação elevada de insumos, máquinas agrícolas e custos operacionais. Nesse período, a companhia praticamente manteve estável sua área cultivada.

A mudança veio justamente durante a piora recente do setor agrícola, quando a SLC voltou a acelerar o crescimento. Em 2024, a área plantada passou de 650 mil para 730 mil hectares. Já em 2025, a operação avançou novamente, chegando aos atuais 830 mil hectares cultivados.

“Foram dois anos de ciclo baixo em que investimos”.

Na prática, a estratégia da SLC busca transformar momentos de retração do agronegócio em oportunidades de expansão, aproveitando um ambiente em que concorrentes mais alavancados reduzem investimentos ou enfrentam dificuldades financeiras.

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O foco agora é consolidar os investimentos feitos nos dois últimos anos, com maior atenção para a eficiência da operação. “É muito difícil manter seu nível de eficiência quando você cresce”.

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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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