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SLC Agrícola (SLCE3): CFO defende ‘valor real da ação’ e define prioridade para 2026

21 jan 2026, 15:33 - atualizado em 21 jan 2026, 15:37
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(Imagem: YouTube/SLC Agrícola)

O CFO da SLC Agrícola (SLCE3), Ivo Brum, afirmou ao Money Times que as ações da companhia negociam abaixo do seu valor real.

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Segundo ele, ao considerar o valor de mercado das terras — estimado por laudos independentes — o papel poderia valer cerca de R$ 28, o que representa um potencial de valorização de 83,85% em relação ao preço atual da ação (R$ 15,21 até 13h54 desta quarta-feira, 21).

“O preço da ação não reflete o valor da companhia. Se você pegar todas as nossas terras a preço de mercado, com base em laudos que contratamos da Deloitte, daria algo em torno de R$ 28 por ação. Se eu vender todos os ativos da SLC e pagar todas as nossas dívidas, sobra R$ 28 para cada acionista”, afirmou.

“Tem algo errado. A empresa está sendo valorizada apenas pelo fluxo de caixa gerado na operação agrícola”, acrescentou o executivo.

A prioridade para 2026

Para 2026, a principal prioridade da SLC Agrícola é o investimento em irrigação na Bahia, anunciado anteriormente em parceria com fundos de investimento em participações (FIPs) administrados pela BTG Pactual Serviços Financeiros, nas fazendas Piratini e Paladino, disse Brum.

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“Eles capitalizaram a companhia em R$ 914 milhões e vão aportar mais R$ 120 milhões no segundo semestre. O projeto prevê a implementação de irrigação em 6.300 hectares, para que em 2026/2027 a área já esteja disponível para entrar em ritmo produtivo. O custo é de cerca de R$ 25 mil por hectare”, explicou.

O elevado custo do projeto se deve aos investimentos necessários para torná-lo operacional, de acordo com o CFO.



“É caro porque demanda a construção de reservatórios para armazenar água. É preciso captar água mesmo no período chuvoso para armazená-la e, durante a seca, conduzi-la até as lavouras. Isso exige canais de distribuição”, disse.

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Atualmente, 3,6% da área total da companhia é irrigada. Nos próximos quatro a cinco anos, o objetivo é alcançar 50 mil hectares irrigados.

“Com essa entrada de capital, conseguimos acelerar os avanços em irrigação. Também queremos ampliar a área irrigada nas fazendas Paysandu e Palmares, conforme formos gerando caixa”, acrescentou.

A companhia voltará às compras?

Em 2025, a SLC realizou uma série de operações de M&A (fusões e aquisições), entre elas:

Segundo o CFO, a estratégia para 2026 não envolve grandes aquisições, embora a companhia continue atenta a eventuais oportunidades.

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“O investidor questiona muito o investimento em terras, porque ele é muito alto. Quando você compra área na Bahia, custa em torno de R$ 50 mil por hectare. Uma fazenda de 20 mil hectares representa cerca de R$ 1 bilhão. Com juros de 15%, fica difícil obter retorno”, explicou.

No terceiro trimestre de 2025 (3T25), a SLC encerrou o período com alavancagem de 2,34x Dívida Líquida/EBITDA e dívida líquida ajustada de R$ 6,2 bilhões.

A companhia reconhece que se trata de um nível elevado de endividamento em um cenário de Selic a 15%. No entanto, a capitalização de quase R$ 1 bilhão realizada pelo BTG, concluída após o 3T25, deve reduzir a alavancagem para cerca de 2x Dívida Líquida/Ebitda, trazendo maior fôlego financeiro.

O conselho da SLC é claro nesse sentido: quando a relação Dívida Líquida/Ebitda fica abaixo de 2x, a empresa pode continuar crescendo. Acima desse patamar, é necessário reduzir a velocidade de expansão.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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