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SLC Agrícola (SLCE3): O que fazer com ações após prejuízo no 4T24?

13 mar 2025, 11:46 - atualizado em 13 mar 2025, 17:54
Slc agrícola slce3
Segundo o BTG Pactual, apesar da revisão para baixo das projeções de rendimento, há um visão positiva no longo prazo para SLCE3. (Imagem: YouTube/SLC Agrícola)

Na noite de quinta (12), a SLC Agricola (SLCE3) registrou um prejuízo líquido de R$ 51,35 milhões no quarto trimestre de 2024 (4T24). Já nesta quarta-feira (13), as ações reagiram aos números e encerram as negociações com queda de 1,06%, a R$ 18,60.

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Para o BB Investimentos, o trimestre encerra um ano marcado por uma safra de menor produtividade, impactada pelos efeitos do El Niño e pela queda nos preços das commodities. Como resultado, os números de 2024 vieram piores que os do ano anterior, algo já esperado pelos investidores desde a quebra de produtividade, especialmente na soja.

“O mercado deve focar sua atenção no desempenho da safra 2024/25, que tem trazidos alguns sinais positivos, dentre os quais destacamos a recuperação da produtividade na soja, inclusive vindo superior ao orçado para a safra, e a recente alta no preço do milho, amparada por uma relação estoque e uso mundial para apertada em comparação à safra anterior”, vê a analista Georgia Jorge.

A casa mantém recomendação de compra e preço-alvo de R$ 26 (potencial de alta de 38,3%) por esses motivos, somado a um cenário patamar bastante favorável para os exportadores e o atual conflito comercial envolvendo os Estados Unidos e a China, cenário promissor para 2025.

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A SLCE3 do 4T24, segundo o BTG

O BTG Pactual viu melhores rendimentos para soja, mas fracos para algodão e milho. No ano passado, a falta de chuvas no início da temporada atrasou o plantio da soja para o fim de dezembro, o que acabou sendo positivo para o desenvolvimento da cultura, resultando em um aumento de 1,7% nos rendimentos esperados.

Contudo, esse atraso gerou um efeito cascata para segunda safra de algodão e milho, reduzindo a janela de plantio. Fora isso, as chuvas excessivas durante a colheita de soja prejudicaram ainda mais as operações no campo, atrasando ainda mais o plantio do algodão e do milho.

Como resultado, a SLC transferiu 4,6 mil hectares do algodão de segunda safra para o milho, reduzindo a área plantada com algodão em 13% e aumentando o plantio de milho em 4%.



“Essa mudança tem implicações na rentabilidade, pois o algodão tem margens significativamente mais altas que o milho, o que significa que a mudança pode impactar negativamente os lucros. Além disso, os rendimentos esperados para o algodão e o milho de segunda safra foram revisados para baixo em 5,1% e 7,4%, respectivamente”, apontam Thiago Duarte, Guilherme Guttila e Pedro Soares.

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Embora a revisão para baixo das projeções de rendimento para a próxima safra possa gerar uma reação negativa de curto prazo, isso não altera a visão otimista de longo prazo do BTG para SLC.

A SLC se posiciona há muito tempo como uma empresa anticíclica, mantendo sua presença e gerando caixa nos momentos de alta do ciclo de commodities, enquanto expande rapidamente durante os períodos de baixa. A aquisição da Sierentz na semana passada reafirma essa estratégia em ação. A SLC (compra, preço-alvo de 29,45% e potencial de alta de 29,45%) segue como uma das nossas top picks“.

A visão da XP

Para a XP Investimentos, o 4T24 encerra um ciclo difícil. A receita líquida ficou em linha com as estimativas da casa, enquanto o Ebitda ajustado foi de R$ 611 milhões, 6% acima das suas projeções.

“Apesar do resultado positivo, vemos uma assimetria negativa nas revisões de lucros, uma vez que a empresa atualizou as estimativas de produtividade. Embora a SLC agora espere produtividades recordes de soja de 67,4 sacas/ha, a empresa diminuiu as expectativas para algodão e milho”, avaliam Samuel Isaak, Leonardo Alencar e Pedro Fonseca.

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Ao incorporar os novos rendimentos, eles preveem um risco de baixa de 4% para o Ebitda estimado de 2025 de R$ 2,8 bilhões.

“Por outro lado, recebemos positivamente a posição de hedge da empresa em soja e câmbio, enquanto mantemos uma visão pessimista sobre os grãos, enquanto os preços spot da soja testaram a faixa abaixo de US$ 10 por bushel. Mantemos uma visão neutra (preço-alvo e potencial de alta de 3,47%).

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, também participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil e do Agro em Campo. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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