Money Picks

Chegou a hora das small caps? Veja em quais ações investir para um cenário de queda de juros

19 out 2026, 8:00 - atualizado em 19 out 2026, 8:14

Desde o primeiro turno das eleições de 2026, o Ibovespa opera entre altas e baixas. Essa volatilidade se deu, inicialmente, pela liderança de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno.

Isso porque, na visão de alguns investidores, o cenário de vitória do filho de Jair Bolsonaro poderia resultar em um maior equilíbrio para as contas públicas. Como resultado, isso abriria espaço para a queda dos juros.

Nesse contexto, o JPMorgan é um dos bancos que avalia que uma categoria de ativos ficou “para trás”, as small caps.

Com base na recomendação de algumas das principais instituições financeiras, no Money Picks desta semana, os jornalistas do Money Times apontam as melhores ações para investir no ambiente atual do mercado.

Small caps

As small caps tendem a ser empresas com mais dificuldade para conseguir financiamento, podem ser mais endividadas e precisam de capital de giro para manter a operação funcionando.

Por isso, quando os juros sobem, elas sentem o impacto em dobro. Com a possível mudança de contexto, o JPMorgan avalia que as small e mid caps continuam oferecendo oportunidades atrativas em relação às grandes empresas.

Na visão do banco, esses ativos combinam desconto e fundamentos. Porém, é necessário selecionar os papéis certos.

O banco cita Porto Seguro (PSSA3) e JSL (JSLG3). No caso da seguradora, os analistas destacam a liderança no segmento de seguros de automóveis, o retorno sobre o patrimônio acima de 20% e o potencial de crescimento considerado atrativo diante das avaliações atuais.

Magazine Luiza (MGLU3)

Apesar de não ser uma small cap, a Magazine Luiza (MGLU3) também pode se beneficiar de juros menores. Nesse contexto, o Itaú BBA elevou o preço-alvo das ações do Magalu de R$ 10 para R$ 16 até o fim de 2026.

Além disso, o banco avalia que a entrada do Magalu nos marketplaces do Mercado Livre e da Amazon pode ampliar os canais de venda e ajudar a impulsionar as receitas.

Na estimativa dos analistas, esses fatores poderiam acrescentar R$ 7,5 bilhões às receitas em 2027 e R$ 300 milhões ao lucro.

Bradsaúde (SAUD3)

Assim como Magalu, a Bradsaúde (SAUD3) não é exatamente uma small cap. Porém, na visão do Citi por seu perfil e sua posição financeira líquida, a companhia não se encaixa naturalmente entre as principais opções para quem quer aproveitar um aumento do apetite por risco no mercado brasileiro.

Mas ela tem outro atrativo: o potencial de retorno com dividendos, estimado na faixa de um dígito alto. Além disso, a companhia negocia a cerca de 8,9 vezes o lucro estimado para 2027. Considerando apenas o negócio de planos de saúde, esse múltiplo cai para 6,8 vezes.

Na visão dos analistas, essa avaliação oferece uma margem de segurança e torna as ações SAUD3 uma alternativa interessante para equilibrar carteiras que estejam aumentando a exposição a ativos de maior beta — ou seja, ações que tendem a apresentar maior sensibilidade aos movimentos do mercado.

SMAL11

Apesar das recomendações dos bancos, há também a possibilidade de investir em uma cesta de ações. A Empiricus recomenda o SMAL11, ETF que busca acompanhar um índice de small caps brasileiras.

Na visão da casa, apesar de um cenário potencialmente mais favorável após o primeiro turno, as eleições ainda representam uma fonte de incerteza.

Com múltiplos considerados baratos e perspectivas de melhora caso haja avanços no ajuste fiscal, os ativos brasileiros poderiam ter espaço para valorização.

E essa expectativa não depende exclusivamente de um candidato específico: sinais de compromisso com o equilíbrio das contas públicas podem influenciar as avaliações do mercado, independentemente de quem venha a governar.

Por outro lado, uma piora nas expectativas eleitorais, sinais de aumento dos gastos públicos sem compensação fiscal ou uma mudança no cenário econômico podem pressionar os ativos e provocar a devolução de parte dos ganhos recentes.

O Money Picks vai ao ar toda segunda-feira, às 8h, no canal do YouTube do Money Times.

*Sob supervisão de Renan Dantas

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.

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