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Smart Fit (SMFT3): O que está por trás da queda de até 9% nesta quinta-feira (15)?

15 jan 2026, 14:57 - atualizado em 15 jan 2026, 14:57
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As ações da Smart Fit (SMFT3) são o destaque negativo do Ibovespa (IBOV) no pregão desta quinta-feira (15). (Imagem: Divulgação/Smart Fit)

As ações da Smart Fit (SMFT3) são o destaque negativo do Ibovespa (IBOV) no pregão desta quinta-feira (15), com um recuo que chegou a 9% na mínima do dia.

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Segundo informações, queda é motivada por falas de executivos em evento fechado sobre a dificuldade em crescer margem esse ano, destacam analistas da Ativa Investimentos. A empresa não se manifestou publicamente sobre o assunto.

De acordo com o Valor Econômico, o CEO da companhia, Edgard Corona, adotou um tom mais cauteloso em reunião com analistas. De acordo com fontes, o executivo indicou maior força competitiva com redes de academias menores e possibilidades de margens menores em 2026.

Por volta de 14h45 (horário de Brasília), as ações SMFT3 caíam 8,57%, a R$ 20,81. Acompanhe o tempo real.



Marcelo Boragini, especialista em renda variável na Davos Investimentos, acrescenta a existência de um grande fluxo vendedor de instituições financeiras gringas e destaca que o ativo teve uma forte valorização recentemente, acumulando alta significativa nos últimos meses.

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“Em situações assim, movimentos de correção também são naturais e podem ser amplificados quando investidores institucionais realizam lucros ou ajustam posições”, avalia.

Boragini pontua ainda que a notícia de que a rede australiana F45 Training irá desembarcar no Brasil contribui para o sentimento mais cauteloso.

Embora seja cedo para medir o impacto competitivo real, o especialista vê uma reação imediata do mercado a um movimento de acirramento no mercado de academias.

O momento da Smart Fit

Smart Fit encerrou 2025 com a maior expansão anual de sua história, ao adicionar 341 academias à sua rede, um aumento de 12% sobre a ampliação de 305 unidades registrada em 2024. O número ficou em linha com o guidance divulgado pela companhia, que projetava a abertura de 340 a 360 unidades no ano passado.

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Com os novos pontos, a rede passou a contar com 2.084 academias em operação em 16 países ao fim de dezembro. Desse total, 1.683 são próprias, que representam 81% da base, enquanto 401 (19%) operam no modelo de franquias.

Do total adicionado em 2025, 276 são unidades próprias. Em termos geográficos, o Brasil concentrou 161 inaugurações, equivalente a 47% do total, enquanto a região classificada como “Outros Países” respondeu por 110 pontos (32%). O México somou 70 novas academias, ou 21% das adições.

O quarto trimestre (4T25) também marcou a maior expansão trimestral da história da companhia, com 217 inaugurações. O destaque foi dezembro, quando 150 unidades foram abertas, estabelecendo um recorde mensal.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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