Sob pressão financeira, Oncoclínicas (ONCO3) avalia entrar com cautelar para se proteger de cobrança de credores
Após questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Oncoclínicas (ONCO3) confirmou ao mercado que está avaliando entrar com pedido de cautelar na Justiça contra seus credores, diante do sufoco financeiro que enfrenta.
De acordo com a companhia, o movimento garantiria proteção em relação à cobrança de credores, tendo em vista a possibilidade de descumprimento dos índices financeiros (Dívida Líquida/Ebitda) referente ao exercício social de 2025, previstos nas escrituras de emissão de debêntures e outros instrumentos de dívida.
A Oncoclínicas está passando por um momento de forte pressão financeira e chegou a convocar assembleias gerais de debenturistas de diferentes emissões para deliberar sobre um waiver para um eventual não cumprimento do índice de alavancagem, que mede o endividamento da empresa.
Um waiver consiste em uma exceção/dispensa à regra, enquanto o indicador dívida líquida/Ebitda é comumente utilizado em contratos de dívida como uma forma de segurança sobre a estrutura da empresa.
Dessa maneira, a Oncoclínicas busca um “perdão” para o não cumprimento limite do indicador, caso seja ultrapassado nos resultados de 2025, sinalizando que a alavancagem pode ter aumentado.
A divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025 da empresa está marcado para esta quinta-feira (9), e pode apresentar o rompimento desse limite.
“Ressalta-se, entretanto, que não foi tomada uma decisão final sobre a efetiva interposição do
pedido cautelar na Justiça e nem quando seria eventualmente realizada”, diz o fato relevante.
Por fim, a Oncoclínicas afirmou que está avaliando diversas iniciativas e alternativas para endereçar sua situação econômico-financeira, incluindo potenciais operações com terceiros.