Internacional

Social-democrata vence eleição presidencial no Panamá

06 maio 2019, 7:52 - atualizado em 06 maio 2019, 7:52
O social-democrata obteve 33,08% dos votos, contra 31,06% de Roux. Menos de 40 mil votos separam os dois principais candidatos, segundo dados oficiais ( Imagem: Facebook de Laurentino “Nito” Cortizo

O opositor social-democrata Laurentino “Nito” Cortizo, do Partido Revolucionário Democrático (PRD), venceu nesse domingo (5), por pequena vantagem, as eleições presidenciais do Panamá.

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Contados 92% dos votos, o Tribunal Eleitoral considerou a tendência irreversível, apesar da diferença de apenas dois pontos percentuais de Cortizo sobre o empresário Rômulo Roux, líder do partido de direita Mudança Democrática (CD, em espanhol).

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“A vitória é nossa. Graças a Deus, o Panamá decidiu o seu futuro, o Panamá ganhou! Apelo a todos os panamianos que se unam para resgatar o país e construir pontes que nos levem adiante”, disse o ex-ministro da Agricultura, de 66 anos, a apoiadores, em seu discurso da vitória.

Já Roux, apoiado pelo ex-mandatário Ricardo Martinelli, que está detido, anunciou que não reconhecerá os resultados. “Nós não vamos aceitar nenhum resultado das eleições para presidente”, disse. “Temos informação de irregularidades, e não vamos reconhecer o resultado até termos contado tudo”, acrescentou.

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O social-democrata obteve 33,08% dos votos, contra 31,06% de Roux. Menos de 40 mil votos separam os dois principais candidatos, segundo dados oficiais. A apuração mostra em terceiro lugar o candidato livre Ricardo Lombana, com pouco mais de 19% dos votos, enquanto na quarta posição aparece o candidato governista José Blandón, com mais de 10% dos votos.

A vitória do ex-ministro trouxe de volta ao Poder Executivo o histórico Partido Revolucionário Democrático, depois de dez anos na oposição. Na corrida à presidência, Cortizo apresentou um discurso nacionalista, com promessas de governar com autonomia e firmeza, para reorientar o Estado por meio de uma reforma legislativa constitucional e reduzir a corrupção, depois de um escândalo envolvendo a empreiteira Odebrecht.

A empresa brasileira admitiu ter distribuído ao menos US$ 100 milhões em propinas a servidores públicos entre 2006 e 2014. A Odebrecht concordou em compensar o Panamá com US$ 220 milhões em reparações ao longo de 12 anos, o que levou ao arquivamento do processo contra a construtora.

Esta foi a sexta eleição geral desde a queda do presidente Manuel Noriega, em 1989, e a primeira após a reforma do Código Eleitoral, em 2017.

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Durante os meses que antecederam as eleições presidenciais, legislativas e locais, a população do Panamá, com cerca de 3,8 milhões de habitantes, demonstrou preocupação com questões como o combate à corrupção, uma nova Constituição e o combate ao crime, ao desemprego e ao alto custo de vida.

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