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SoftBank estuda oferta por TikTok na Índia

06/09/2020 - 12:00
A Índia era um dos maiores mercados do TikTok, com mais de 200 milhões de usuários (Imagem: Unsplash/@konkarampelas)

O SoftBank avalia reunir um grupo de investidores para fazer uma oferta pelos ativos do TikTok na Índia e tem ativamente buscado parceiros locais, de acordo com pessoas com conhecimento do assunto.

No mês passado, o conglomerado japonês, que possui participação na ByteDance, controladora chinesa do TikTok, conversou com o comando da Reliance Jio Infocomm e da Bharti Airtel, da Índia, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas.

Embora as discussões tenham esfriado desde então, o SoftBank ainda explora opções, de acordo com as fontes.

Representantes do SoftBank, ByteDance, Reliance e Bharti Airtel não quiseram comentar.

O TikTok estuda vender operações em vários países depois do veto de governos ao aplicativo de vídeos curtos, que citaram temores de que dados confidenciais de usuários possam ser fornecidos ao estado chinês.

A Índia, antigo rival regional, adotou uma postura particularmente dura e baniu 59 dos maiores serviços de Internet da China em julho, incluindo o TikTok.

SoftBank
Embora as discussões tenham esfriado desde então, o SoftBank ainda explora opções (Imagem: Reuters/Toru Hanai)

A medida ocorreu menos de um mês depois que 20 soldados indianos morreram em confrontos na fronteira em meio ao crescente nacionalismo alimentado pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. A Índia era um dos maiores mercados do TikTok, com mais de 200 milhões de usuários.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump ameaçou banir o TikTok e ordenou que a ByteDance venda seus ativos no país por questões de segurança nacional.

Apesar de possuir uma pequena participação na ByteDance, o SoftBank tem desempenhado um papel particularmente ativo nas negociações. Nos EUA, a empresa japonesa trouxe o Walmart (WMT) como principal investidor em um grupo de investidores que também incluía a Alphabet, controladora do Google (GOOG).

Mas o consórcio se desfez, pois o governo Trump insiste que uma empresa de tecnologia dos EUA lidere os investimentos, disse uma das pessoas.

O Google afirmou que não está mais interessado, enquanto o Walmart entrou em um grupo liderado pela Microsoft (MSFT). Não está claro com qual grupo o SoftBank trabalha atualmente no país.

A Centricus Asset Management que também é assessora frequente do SoftBank, se associou à Triller em uma oferta pelas operações do TikTok nos Estados Unidos e em vários outros países por US$ 20 bilhões, segundo uma pessoa a par do assunto.

O fundador do SoftBank, Masayoshi Son, iniciou uma onda de vendas de ativos de US$ 42 bilhões, se desfazendo de participações no Alibaba, T-Mobile US e na unidade de telecomunicações doméstica do SoftBank. Son também busca vender ou listar a Arm, empresa de design de chips comprada há quatro anos por US$ 32 bilhões.

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Última atualização por Lucas Simões - 03/09/2020 - 12:08