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Soja atinge maior valor em 3 meses por China e expectativas sobre biocombustíveis

25 fev 2026, 18:52 - atualizado em 25 fev 2026, 18:52
Soja imcopa
(Foto: Reuters)

Os contratos futuros da soja negociados em Chicago atingiram uma máxima de três meses nesta quarta-feira (25), impulsionados pelo otimismo em relação à demanda para produção de biocombustíveis dos EUA e pelas exportações para a China, segundo analistas.

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Os futuros de trigo prolongaram a retração após máxima de oito meses registrada na segunda-feira, enquanto os futuros de milho subiram ligeiramente.

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA informou que enviará sua proposta para novas metas de volume de mistura de biocombustíveis à Casa Branca, com uma regra prevista para ser finalizada até o final de março.

Os requisitos de mistura de biocombustíveis são um dos principais impulsionadores da demanda por óleo de soja.

Os futuros de soja encerraram com alta de 9,75 centavos, a US$11,65 por bushel, e atingiram o maior nível desde 19 de novembro.

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O óleo de soja subiu 0,17 centavo, fechando a 60,67 centavos por libra-peso, e atingiu máxima de contrato, de 60,97 centavos. O farelo de soja subiu US$7,40, para US$321,80 por tonelada curta, e atingiu o maior nível desde 4 de dezembro.

Rumores sobre o interesse chinês em embarques de soja dos Estados Unidos no noroeste do Pacífico sustentaram os ganhos nos preços, disse o analista Donatas Jankauskas, da CM Navigator.

“A China já voltou do feriado do Ano Novo Lunar e os operadores estão procurando sinais de compras adicionais de soja dos EUA para justificar a recente alta”, disse Jankauskas.

Os operadores inicialmente esperavam que a decisão do presidente Donald Trump de introduzir uma tarifa global de 10% — e sua promessa de aumentá-la para 15% — esfriasse o interesse de compra da China. Mas a resposta moderada de Pequim às ações de Trump e o fim do feriado na China mantiveram as esperanças de mais demanda, disseram os operadores.

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“O mercado espera que a China compre soja dos EUA, o que está sustentando os preços”, disse um trader de oleaginosas em Cingapura. “Mas temos que esperar para ver quais serão as implicações da decisão da Suprema Corte dos EUA.”

No mercado de trigo, as previsões de chuvas em áreas secas das planícies dos EUA pesaram sobre os preços, disseram analistas.

O contrato de maio para o trigo encerrou em queda de 3,50 centavos, a US$5,6975 o bushel, enquanto o contrato de maio para milho fechou em alta de 3,50 centavos, a US$4,42 o bushel.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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