Soja atinge maior valor em dois meses em Chicago após comentários de Trump sobre a China
Os contratos futuros da soja negociados na bolsa de Chicago atingiram uma máxima de dois meses nesta quarta-feira (4), após comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a China comprar mais soja norte-americana, disseram operadores.
Em uma postagem em sua plataforma Truth Social, Trump disse que a China está “aumentando a contagem de soja para 20 milhões de toneladas para a temporada atual (eles se comprometeram a comprar 25 milhões de toneladas para a próxima temporada!)”.
Ao final de janeiro, a China havia comprado cerca de 12 milhões de toneladas métricas de soja dos EUA, cumprindo a promessa feita pelos EUA de comprar esse volume até o final de fevereiro, depois que uma trégua comercial no final de outubro estimulou as compras.
A China, de longe o maior comprador de soja norte-americana, havia saído do mercado dos EUA durante a prolongada guerra comercial entre os dois países.
Os participantes do mercado monitoram de perto a China para observar sinais de nova demanda.
O contrato de soja mais ativo fechou em alta de 26,50 centavos, a US$10,9275 o bushel.
Os futuros do óleo de soja continuaram a alta do dia anterior, apoiados pelas orientações atualizadas do governo dos EUA sobre créditos fiscais para biocombustíveis, uma importante fonte de demanda por óleo de soja.
O óleo de soja subiu 1,17 centavo, fechando a 55,66 centavos por libra-peso.
O milho fechou com leve alta de 1 centavo, a US$4,295 por bushel, em meio a uma enxurrada de negociações técnicas, enquanto o trigo caiu 2 centavos, a US$5,2675 por bushel.
A oferta global abundante continuou a limitar os preços dos grãos, com os operadores começando a aguardar as previsões mundiais para a safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos na próxima terça-feira para obter novas orientações.