Soja, trigo e milho fecham em baixa em dia de queda generalizada das commodities
Os contratos futuros da soja, trigo e milho negociados na bolsa de Chicago caíram nesta segunda-feira, acompanhando uma queda generalizada nos mercados de commodities, particularmente nos preços do petróleo.
A soja fechou em queda de 4 centavos, a US$10,6025 o bushel. O trigo fechou em baixa de 10,25 centavos, a US$ 5,2775 o bushel, e o milho fechou em queda de 2,50 centavos, a US$4,2575 o bushel.
O dólar em alta, que torna as exportações dos EUA menos competitivas, pressionou os preços das commodities em geral.
O dólar manteve seus ganhos na segunda-feira, enquanto os investidores avaliavam como seria o Federal Reserve dos EUA sob o comando de Kevin Warsh.
“A fraqueza no setor de energia é 99% responsável pelo que está acontecendo nos mercados de grãos”, disse Jim Gerlach, presidente da A/C Trading. “Não é possível ter o petróleo caindo 4% a 5% e não ver o milho e a soja sofrendo como resultado.”
O milho e a soja, cujos derivados são usados para produzir biocombustíveis, costumam acompanhar a fraqueza dos preços do petróleo.
Na América do Sul, o Brasil está nos estágios iniciais da colheita do que se prevê ser uma safra recorde de soja.
Os operadores esperam que a China recorra principalmente ao Brasil para importações nos próximos meses, após uma recente onda de compras de soja dos EUA.
As chuvas nas principais regiões agrícolas do oeste da Argentina melhoraram as condições de umidade do solo, mas as safras de soja e milho ainda precisarão de mais chuvas nas próximas semanas para evitar perdas de rendimento.
O trigo de Chicago recebeu apoio devido ao frio intenso nas regiões produtoras dos EUA e da região do Mar Negro, embora a cobertura de neve tenha ajudado a proteger as safras do inverno rigoroso em muitas áreas. Os operadores também estão monitorando as previsões de geadas fortes na Ucrânia nesta semana, que podem causar danos às safras.