Enel

Solução negociada para Enel SP terá de passar por transferência de controle, diz Aneel

09 abr 2026, 14:25 - atualizado em 09 abr 2026, 14:25
dividendos elétrica enel ceará
(Imagem: Pixabay)

Uma solução negociada para a situação da distribuidora Enel São Paulo, que corre risco de perder o contrato de concessão, terá que passar por uma transferência de controle, disse nesta quinta-feira (9) o diretor-geral da agência reguladora Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa.

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“Não consigo imaginar outro acordo ou tratativa que não seja essa, a não ser que um novo marco legal seja feito para o caso específico da Enel São Paulo”, afirmou Feitosa a jornalistas, após participar de evento no Rio de Janeiro.

O diretor-geral da Aneel comentava uma declaração dada na véspera pelo ministro de Minas e Energia, que falou em “saída negociada” caso o regulador conclua por recomendar a caducidade do contrato da distribuidora paulista da Enel.

“Essa solução negociada, que foi falada pelo ministro, que eu também penso que pode ser uma opção, ela tem que ser estruturada e terá que ser aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Não é uma solução política”, acrescentou, citando os casos de Goiás, onde a Enel vendeu a concessão para a Equatorial Energia (EQTL3), e do Amazonas, onde a J&F entrou como operadora.

A Enel, por outro lado, tem declarado publicamente nos últimos meses que não pretende se desfazer da concessão.

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A agência reguladora decidiu nesta semana abrir um processo administrativo de caducidade contra a Enel São Paulo, após constatar “falhas estruturais” na prestação dos serviços aos consumidores em fiscalizações depois de eventos climáticos extremos nos últimos anos.

A Enel terá 30 dias para se defender nessa nova etapa do processo, antes de o regulador avaliar sobre possível recomendação de caducidade do contrato ao governo.

Feitosa não se comprometeu com um prazo para que o caso seja resolvido, mas ressaltou que a Aneel vai trabalhar por uma conclusão “o mais rápido possível”.

Sobre as duas outras concessões de distribuição da Enel, no Rio de Janeiro e Ceará, para as quais a Aneel recomendou a renovação contratual, Feitosa disse que “não há impedimento técnico” para a assinatura dos contratos.

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“O que pode haver é uma questão política. E aí, questão política, de fato, quem responde é o ministério”.

O Ministério de Minas e Energia, que tem a palavra final sobre as renovações, convocou nesta semana 14 distribuidoras a assinar os aditivos que estendem seus contratos por mais 30 anos. As concessionárias da Enel foram as únicas que ficaram fora da convocação.

Reajustes tarifários

O diretor-geral da Aneel afirmou ainda que não há uma diretriz do regulador sobre postergar reajustes de tarifas de energia enquanto o governo estuda medidas para reduzir as contas de luz este ano.

Segundo Feitosa, os reajustes tarifários que não foram aprovados nas datas contratuais contaram com anuência prévia das distribuidoras.

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“Se alguns processos tarifários não foram definidos na data, é porque há uma disposição das empresas em buscarem soluções no sentido de, eventualmente, diferir algum impacto tarifário ou buscarem alguma solução diferente”, disse.

A Aneel previa analisar na reunião desta semana os reajustes tarifários de distribuidoras do grupo CPFL Energia (CPFE3) e da Energisa (ENGI11), mas os processos foram retirados de pauta.

*Com informações da Reuters

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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