AgroTimes

Supersafra nos EUA não deve esfriar rali de grãos, diz Andersons

03 mar 2021, 13:07 - atualizado em 03 mar 2021, 13:07
Agronegócio Agricultura Grãos Trigo
Os preços das commodities agrícolas atingiram o maior nível em quase sete anos com a safra dos EUA menor do que o esperado no ano passado (Imagem: Unsplash/@jimbob63)

Agricultores dos Estados Unidos devem plantar a maior quantidade de milho e soja já registrada, mas isso não será suficiente para esfriar o rali dos preços puxado pela China.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa é a visão da Andersons, uma das cinco maiores tradings de grãos dos EUA. Embora a área plantada combinada deva somar cerca de 74 milhões de hectares neste ano, levará mais de uma safra para que o mercado global volte ao superávit, já que a China continua comprando de tudo, como milho e soja para rações enquanto repõe o plantel de suínos após a peste suína africana, disse o CEO Pat Bowe.

Os preços das commodities agrícolas atingiram o maior nível em quase sete anos com a safra dos EUA menor do que o esperado no ano passado.

Isso se soma ao clima seco que atrasou o plantio na América do Sul, levando os EUA a abastecerem a China por mais tempo do que o normal. Além disso, a demanda da China é tão forte que o maior importador de soja do mundo já começou a comprar suprimentos dos EUA que ainda não foram plantados.

“Uma grande safra de milho não vai curar a oferta e a demanda, mas todos vão observar o plantio nos Estados Unidos”, disse Bowe em entrevista na segunda-feira. “A demanda da China continuará” e a reposição dos estoques “não pode acontecer em apenas um ano”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Andersons espera que agricultores americanos plantem 37,6 milhões de hectares de milho, acima da previsão do Departamento de Agricultura dos EUA.

Para a soja, a trading prevê 36,4 milhões de hectares, em linha com as primeiras projeções da agência para o período 2021-22 divulgadas no mês passado. Ainda assim, o mercado de soja permanecerá apertado e os preços, voláteis, disse Bowe.

Os EUA provavelmente continuarão a se beneficiar da demanda chinesa, mesmo que o Brasil e a Argentina expandam a produção durante a guerra comercial, disse Bowe. Embora ainda não esteja claro o que acontecerá com o acordo comercial de primeira fase sob o governo Biden, Bowe espera que os países continuem a ser bons parceiros comerciais.

A China comprou uma quantidade recorde de milho para entrega nesta temporada, enquanto as importações de soja estão no nível mais alto segundo dados do USDA desde 1991. Ainda assim, o país asiático não cumpriu a promessa de comprar US$ 36,5 bilhões em produtos agrícolas dos EUA no ano passado, já que o coronavírus afetou a demanda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Andersons também tem como alvo os mercados especiais, com o objetivo de crescer em áreas que incluem o fornecimento de ingredientes para os setores de diesel renovável e rações para animais de estimação, disse Bowe. Embora parte do crescimento seja administrado internamente, a empresa também está em busca de aquisições complementares, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Quer ficar por dentro de tudo que acontece no mercado agro?

Editoria do Money Times traz tudo o que é mais importante para o setor de forma 100% gratuita

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar