Surto de vírus Nipah na Ásia: há perigo para o Brasil no período do Carnaval?
A existência de um vírus altamente letal em circulação perto do Carnaval está deixando muitos brasileiros com um pé atrás. Isso porque, embora para muitos pareça ter ocorrido em um passado distante, faz apenas seis anos que a pandemia do novo coronavírus varreu o mundo, provocando milhões de mortes. No Brasil, a chegada da covid-19 coincidiu com o Carnaval de 2020 e deixou um rastro de mais de 700 mil mortes confirmadas oficialmente nos meses e anos seguintes. Agora, autoridades sanitárias de todo o planeta monitoram a disseminação do vírus Nipah (NiV).
O vírus Nipah figura na lista das doenças mais perigosas monitoradas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Isso se deve principalmente a sua alta taxa de mortalidade (estimada entre 40% e 75% das infecções confirmadas), à falta de vacina e à inexistência de um tratamento específico.
Antes de seguir adiante, é preciso informar que não há registro de circulação do vírus no Brasil, pelo menos até o momento.
Além disso, especialistas no tema e a própria OMS afirmam que o risco de disseminação do Nipah no Brasil é baixo. Portanto, ao contrário do que ocorreu com a covid-19, especialistas consideram que o vírus Nipah não representa risco iminente para o público brasileiro durante o Carnaval.
Onde o vírus Nipah circula
O atual surto do vírus Nipah continua confinado à Ásia. Os primeiros casos foram registrados na Índia e uma morte foi confirmada em Bangladesh, onde uma mulher morreu em decorrência da infecção.
No Brasil, não há evidências de casos importados nem de transmissão comunitária do Nipah. Portanto, apesar da necessidade de atenção, não há motivo para pânico nem preocupação específica com o vírus Nipah durante o Carnaval no Brasil.
A recomendação das autoridades sanitárias e dos especialistas é manter cuidados básicos de higiene e com a alimentação, especialmente em viagens internacionais.
Como ocorre a transmissão do vírus Nipah
O vírus Nipah é transmitido principalmente por morcegos do gênero Pteropus, que eliminam o patógeno por meio da saliva, da urina ou das fezes, podendo contaminar alimentos como frutas. A transmissão entre humanos é rara e ocorre por contato próximo com fluidos corporais de pessoas infectadas.
O vírus Nipah é conhecido desde os anos 1990. Ele causa encefalite, uma inflamação grave do cérebro, além de pneumonia e insuficiência respiratória.
A letalidade varia entre 40% e 75% dos casos confirmados, o que o torna um agente de alta prioridade em saúde pública. Contudo, sua transmissibilidade é baixa, diferente do coronavírus. Saiba mais sobre o vírus Nipah clicando aqui.
No Brasil, não há registro de circulação do vírus nem morcegos hospedeiros naturais do Nipah, o que reduz ainda mais o risco de surto.
De qualquer modo, o Ministério da Saúde afirma manter vigilância constante sobre a circulação do vírus, além de dispor de laboratórios e instituições especializadas para detectar e conter potenciais ameaças.