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Suspensão de reajustes tarifários pode acarretar em aversão ao risco das elétricas, avalia XP

08/04/2020 - 10:26
Sem o reajuste, as tarifas da CPFL teriam aumento médio para o consumidor de 6,05% (Imagem: Wikimedia Commons)

As ações do setor de distribuição de energia devem ter desempenho negativo na Bolsa nesta quarta-feira (8), disse a XP Investimentos. O motivo é a suspensão por 90 dias dos reajustes tarifários impostos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre três distribuidoras da Energisa (ENGI11) e da CPFL (CPFE3).

“Apesar de haver uma compensação para que o efeito das decisões seja neutro do ponto de vista econômico, a medida pode acarretar uma aversão a risco pelo impacto sobre uma regulação normalmente considerada sólida”, afirmou a corretora.

A decisão da Aneel veio a pedido das próprias companhias elétricas, que consideraram os impactos da pandemia sobre o setor e a renda da população.

As distribuidoras das regiões de Mato GrossoMato Grosso do SulSão Paulo continuarão cobrando as tarifas atuais até 30 de junho de 2020.

Os reajustes de até 7% nas contas dos consumidores serão aplicados após essa data. A diferença na receita das empresas devido ao adiamento será ajustada e considerada nos próximos processos de cálculo tarifário das distribuidoras.

Segundo a Reuters, as tarifas da CPFL teriam aumento médio para o consumidor de 6,05%, enquanto as da Energisa Mato Grosso do Sul subiriam 6,9% e as das Energisa Mato Grosso teriam alta de 2,47%.

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Última atualização por Diana Cheng - 08/04/2020 - 10:27