AgroTimes

Suzano (SUZB3): BofA corta R$ 25 do preço-alvo e ações despencam

07 abr 2026, 12:46 - atualizado em 07 abr 2026, 12:59
suzano
(Imagem: YouTube/Suzano)

As ações da Suzano (SUZB3) despencam e figuram entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV) nesta terça-feira (7).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta de 11h (horário de Brasília), SUZB3 caía 6,15%, a R$ 46,55, e entrou em leilão por oscilação máxima permitida na B3.

As negociações foram retomadas por volta de 12h20 e os papéis voltaram a ser negociados com queda de 6,09%, a R$ 46,58.

Os papéis são pressionados pela revisão do Bank of America (BofA). O banco rebaixou a recomendação das ações de compra para neutra.

Além disso, a equipe de analistas cortou o preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 82 para R$ 57 – ou seja, uma redução de R$ 25. O novo preço-alvo, apesar da forte redução, ainda representa um potencial de valorização de 14,92% sobre o fechamento anterior, nos próximos oito meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já o preço-alvo para o ADR da fabricante de papel e celulose, negociado na Bolsa de Nova York (Nyse), foi reduzido de US$ 16 para US$ 11. O novo preço-alvo representa um potencial de alta de 14% sobre o fechamento anterior. Por lá, SUZ caía 6,63%, a US$ 9,01, por volta de 12h20 (horário de Brasília).

Apesar da revisão, o banco avalia que a companhia continua apresentando um valuation “saudável” e um rendimento de fluxo de caixa livre “atrativo” de 5,4% em 2026.

Cautela com o mercado global

Segundo os analistas Caio Ribeiro, Guilherme Rosito e Mariana Leite, a revisão reflete uma visão mais cautelosa sobre o mercado global de celulose, com a expectativa de que os preços da commodity permaneçam pressionados por mais tempo devido a um excesso estrutural de oferta.

Com esse cenário-base, a equipe revisou a premissa de preço de longo prazo da fibra curta de US$ 600 por tonelada para US$ 500 por tonelada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda de acordo com o BofA, a China tem consolidado a sua posição como produtor relevante, reduzindo a dependência de importações e “remodelando” a dinâmica dos custos globais.

Além disso, uma nova onda de capacidade de baixo custo vinda da América Latina deve entrar no mercado nos próximos anos, elevando a deterioração do equilíbro estrutural entre oferta e demanda.

A Suzano, por sua vez, tem alta sensibilidade aos preços de celulose e deve ser pressionada por um cenário “mais cauteloso” para as commodities no longo prazo.

Ciclo positivo perto do fim

Os analistas do BofA também avaliam “sinais de que o ciclo positivo atual está próximo do fim”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre eles estão: estoques de celulose acima da média nos portos chineses; baixa rentabilidade dos fabricantes de papel; preços de revenda e futuros negociando abaixo dos benchmarks; retomada da capacidade da Chenming e primeiros sinais de que as restrições florestais na Indonésia podem ser parcialmente revertidas ou flexibilizadas.

“Em conjunto, esses fatores apontam para uma dinâmica de preços mais fraca no curto prazo, o que deve pressionar o ritmo de crescim,ento dos resultados da Suzano”, escreveram Caio Ribeiro, Guilherme Rosito e Mariana Leite, em relatório.

O que esperar de Suzano?

O BofA espera que a fabricante de papel e celulose apresente uma receita de R$ 56,506 bilhões em 2026, o que representa uma redução de 3,6% em relação à estimativa anterior.

Para o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciaçao e amortização), a expectativa é de que a métrica alcance R$ 21,376 bilhões neste ano, 2,9% menor do que a projeção anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já o lucro líquido estimado é de R$ 5,953 bilhões, um ajuste de 14,1% abaixo da expectativa anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Quer ficar por dentro de tudo que acontece no mercado agro?

Editoria do Money Times traz tudo o que é mais importante para o setor de forma 100% gratuita

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar