Economia

Suzano (SUZB3) deve superar consenso no 3T26, enquanto Klabin (KLBN11) fica abaixo das projeções do Safra

19 out 2026, 11:55
suzano klabin suzb3 klbn11
(Montagem: Money Times)

As empresas de papel e celulose devem apresentar resultados mistos no terceiro trimestre de 2026, segundo prévia do Safra. O banco projeta avanço dos resultados da Suzano (SUZB3) e da Dexco (DXCO3) na comparação trimestral, enquanto espera recuo da Klabin (KLBN11) e da chilena CMPC. Entre os destaques, a Suzano deve superar as estimativas do mercado, enquanto a Klabin tende a sentir a combinação de preços menores de celulose e custos operacionais mais elevados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Klabin será a primeira das duas principais companhias brasileiras do setor a divulgar seus resultados, em 28 de outubro, antes da abertura do mercado. Já a Suzano tem divulgação prevista para 5 de novembro, após o fechamento.

O Safra estima que a Suzano registre Ebitda ajustado de R$ 5,95 bilhões no terceiro trimestre, alta de 26% em relação ao segundo trimestre e 3% acima do consenso de mercado, de R$ 5,79 bilhões. O principal impulso deve vir da consolidação da Arbex, que deve mais do que compensar a fraqueza esperada no negócio de celulose.

Para o segmento de celulose, o banco projeta Ebitda de aproximadamente R$ 4,8 bilhões, queda de 8% na comparação trimestral. Embora os embarques devam crescer 4%, para 3,005 milhões de toneladas, o preço médio realizado deve recuar 2%, para US$ 589 por tonelada. A redução dos custos totais de caixa, favorecida por menores despesas de manutenção, deve ajudar a limitar a pressão sobre as margens.



Já a divisão de Papel e Bens de Consumo deve apresentar Ebitda de R$ 1,3 bilhão, mais que o dobro do registrado no trimestre anterior. Além da incorporação da Arbex, o segmento de papel no Brasil deve se beneficiar de volumes ligeiramente maiores e preços relativamente estáveis, parcialmente compensados pelo aumento dos custos de insumos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Safra mantém recomendação outperform, equivalente à compra, para Suzano, Klabin e Dexco. Os preços-alvo são de R$ 59 para SUZB3, R$ 21,40 para KLBN11 e R$ 7,80 para DXCO3. Para a CMPC, a recomendação é neutra, com preço-alvo de 1.280 pesos chilenos.

Klabin deve sofrer com custos mais altos

Na Klabin, o Safra projeta Ebitda de R$ 1,86 bilhão, recuo de 1% em relação ao segundo trimestre e resultado 10% inferior ao consenso de mercado, de R$ 2,07 bilhões. A pressão deve vir principalmente dos preços mais baixos de celulose e do aumento dos custos operacionais, que devem superar o efeito positivo do crescimento dos volumes vendidos.

Os embarques totais, excluindo madeira, devem alcançar 1,04 milhão de toneladas, alta de 2% na comparação trimestral. Os volumes de celulose, papel e embalagens devem avançar 3% cada, beneficiados pela sazonalidade favorável para papel-cartão revestido e pelo crescimento das vendas de caixas de papelão ondulado.



Por outro lado, o custo total de caixa deve subir 3%, para R$ 3.312 por tonelada. Segundo o Safra, a parada de manutenção em Otacílio Costa, os custos florestais mais elevados e as despesas preventivas adicionais diante da possibilidade de El Niño devem pressionar o desempenho operacional. Com isso, o Ebitda por tonelada deve cair 7%, para R$ 1.791.

Dexco deve avançar com madeira; CMPC enfrenta pressão

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para a Dexco, o Safra prevê Ebitda ajustado de R$ 576 milhões, crescimento de 16% ante o segundo trimestre, mas 6% abaixo do consenso de R$ 611 milhões. O avanço deve ser sustentado pela divisão de madeira, cujo Ebitda é estimado em R$ 522 milhões, alta de 7% na comparação trimestral.

O resultado deve refletir preços realizados 2% maiores e crescimento de 3% nos embarques, para 814 mil metros cúbicos, além de uma redução de 1% no custo caixa por metro cúbico. Na divisão Deca, o Ebitda deve permanecer praticamente estável, em R$ 53 milhões, enquanto o negócio de revestimentos cerâmicos deve registrar queda, de R$ 7 milhões para R$ 1 milhão, pressionado pela redução dos preços realizados.

No caso da CMPC, o banco estima Ebitda ajustado de US$ 265 milhões, queda de 2% em relação ao segundo trimestre e resultado 13% inferior ao consenso de US$ 304 milhões. A expectativa é de que a pressão sobre os negócios de celulose e Softys supere a melhora da divisão de embalagens biodegradáveis.

O Ebitda de celulose deve recuar 5%, para US$ 172 milhões, diante de preços realizados menores, apesar do crescimento de 2% nos embarques, para 954 mil toneladas. Na Softys, o resultado deve cair 6%, para US$ 95 milhões, com custos e despesas operacionais mais elevados. Em contrapartida, o Ebitda de Biopackaging deve aumentar de US$ 15 milhões para US$ 20 milhões, apoiado pela melhora da rentabilidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
Linkedin
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
Linkedin

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar