Empresas

Tanure deixa conselho da Light (LIGT3) após perda de ativos e pressões do caso Master

18 mar 2026, 19:31 - atualizado em 18 mar 2026, 20:42
Nelson Tanure. Foto: Divulgação

Nelson Tanure renunciou nesta quarta-feira (18) ao cargo de membro independente do conselho de administração da Light (LIGT3) em um momento de pressão crescente sobre seus negócios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De um lado, o empresário passou pela execução de garantias por credores que reduziu sua posição na Light e tirou dele o controle da Alliança Saúde (AARL3). De outro, seu nome voltou ao centro das notícias sobre o caso Banco Master.

No comunicado ao mercado, a Light afirmou que recebeu a carta de renúncia de Tanure e agradeceu sua atuação durante o processo de recuperação judicial e transformação da companhia.

A formalização da saída ocorre pouco mais de um mês depois de credores executarem garantias ligadas a uma dívida de cerca de R$ 1,2 bilhão, em uma operação que resultou na perda do controle da Alliança e em uma redução relevante da fatia do empresário na própria Light.

A origem dessa execução está em financiamentos usados na compra da Ligga Telecom por Tanure. Com a piora da situação financeira do devedor, credores como BTG Pactual, Prisma, Farallon e Santander avançaram sobre as garantias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O episódio, na época, reforçou a leitura de que o empresário passava a enfrentar uma liquidação forçada de ativos, após uma sequência de reveses em participações societárias.

Esse enfraquecimento patrimonial veio também  acompanhado do aumento da pressão reputacional e judicial no caso Master. Em janeiro, a Polícia Federal fez diligências em endereços ligados a Tanure no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras associadas à instituição financeira de Daniel Vorcaro.

Desde então, o nome do empresário seguiu aparecendo em reportagens e depoimentos ligados à investigação. Entre as notícias, aparecem a proximidade do empresário com Vorcaro, que chegou a o presentear com um relógio de luxo.

Hoje, o gestor Vladimir Timerman, da Esh Capital, afirmou à CPI do Crime Organizado, no Senado, que Daniel Vorcaro seria apenas a face pública do banco e que haveria “outros nomes por trás” do Master.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar