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Tanure e Master: Após bloquear Will Bank, Mastercard “toma” 31,8% das ações Westwing (WEST3)

20 jan 2026, 20:04 - atualizado em 20 jan 2026, 21:32
Nelson Tanure. Foto: Divulgação

A Westwing (WEST3) informou ao mercado, na noite desta terça-feira (20), que a Mastercard Brasil passou a deter 31,87% do seu capital social, o equivalente a 3,54 milhões de ações.

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O movimento, no entanto, não representa uma entrada estratégica da Mastercard como acionista no e-commerce de decoração, e vem após a empresa de cartão de crédito, mais cedo, ter parado de aceitar compras com cartões ligados ao Will Bank, do Grupo Master.

O fato relevante da Westwing não aponta qual foi a origem dos papéis agora sob tutela da Mastercard. Fonte ouvida pelo Money Times, porém, afirma que a fatia herdada pela empresa é de Nelson Tanure. A WNT e a Trustee, gestoras de recursos apontadas pela Polícia Federal (PF) como ligadas ao empresário, detinham, respectivamente, 39,4% e 5,6% do capital social da Westwing.

Tanure, desde a semana passada, vem sofrendo uma série de reveses: tornou-se alvo da segunda fase da operação Compliance Zero, que apura irregularidades no Banco Master — investigação que levou à apreensão de seu celular pela Polícia Federal —, teve seus bens bloqueados após ser apontado como sócio oculto da instituição financeira e vem se desfazendo de posições em companhias.

A defesa do empresário nega que ele detenha participação no Master.

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A suspensão do Will Bank pela Mastercard ocorreu após a bandeira de cartão de crédito não ter transações financeiras liquidadas.

Já as ações da Westwing chegam à Mastercard, segundo o fato relevante, em decorrência da execução de uma alienação fiduciária. Significa que esses papéis haviam sido dados como garantia de uma obrigação financeira. Como a obrigação não foi cumprida, o credor executou a garantia e ficou temporariamente com as ações.

A Mastercard esclareceu que não pretende permanecer como acionista da Westwing. Segundo a companhia, as ações serão alienadas conforme a legislação e a regulamentação aplicáveis.

O Money Times pediu um posicionamento da operadora de cartão de crédito sobre a movimentação. Em nota, a empresa afirmou apenas que mantém diferentes tipos de garantias de seus participantes, que podem incluir ativos como ações: “Essas garantias têm como finalidade exclusiva assegurar o cumprimento de obrigações de pagamento por parte dos emissores em caso de inadimplemento”.

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A empresa também informou que não tem intenção de exercer os direitos políticos vinculados a essa participação, como voto em assembleias ou influência em decisões estratégicas.

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Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja.
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