Juros Futuros

Taxas dos DIs fecham com leves altas em meio a críticas do mercado à política fiscal

10 fev 2026, 17:37 - atualizado em 10 fev 2026, 17:37
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(Foto: iStock/peshkov)

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam a terça-feira (10) com leves altas ante os ajustes da véspera, na contramão do recuo firme dos rendimentos dos Treasuries no exterior, em uma sessão marcada pelos dados da inflação oficial de janeiro e por críticas do mercado à situação fiscal brasileira em evento do BTG Pactual em São Paulo.

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No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,68%, em alta de 4 pontos-base ante o ajuste de 12,64% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,45%, em alta de 1 ponto-base ante 13,436%.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA, o índice oficial de inflação, subiu 0,33% em janeiro — uma taxa igual à de dezembro e quase em linha com a expectativa dos economistas ouvidos pela Reuters, que projetavam 0,32% no mês passado. No acumulado de 12 meses até janeiro, a inflação atingiu 4,44%, também quase em linha com os 4,43% projetados, mas acima dos 4,26% de dezembro.

A abertura dos dados mostrou forte desaceleração dos serviços como um todo, com a taxa passando de 0,72% em dezembro para 0,10% em janeiro, conforme o IBGE.

Porém, a inflação de serviços subjacentes  que excluem preços mais voláteis — passou de 0,56% para 0,57% no período, conforme cálculos do banco Bmg, enquanto a taxa de serviços intensivos em mão de obra foi de 0,77% para 0,64%.

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No caso da média dos núcleos de inflação observados pelo Banco Central, a taxa foi de 0,48% em dezembro para 0,42% em janeiro, informou o Bmg.

“Embora a inflação do serviço tenha vindo num patamar baixo, puxado por queda de passagens aéreas e devolução dos preços de transportes por aplicativos, que subiram bastante no final do ano passado, em dezembro, a parte ligada à atividade econômica e ao mercado de trabalho ainda segue bem pressionada”, disse Julio Barros, economista do Banco Daycoval, em comentário escrito.

Na B3, as opções de Copom precificavam na última sexta-feira — dado mais recente — 69,00% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, 20% de chance de redução de 25 pontos-base e 5,25% de possibilidade de baixa de 75 pontos-base.

Pela manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em evento do BTG Pactual não ver justificativa para o atual nível de juros reais no Brasil — patamar que, segundo ele, gera efeito de alta sobre a dívida pública que o governo não consegue contrapor com “nenhum nível de superávit primário”.

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Ao mesmo tempo, Haddad ponderou que é muito importante “cuidar” do Banco Central, argumentando que a autarquia pode contribuir muito ou prejudicar muito os governos e o país.

Na esteira dos dados do IPCA e dos comentários de Haddad, as taxas dos DIs alternaram altas e baixas em diferentes momentos, com a queda firme dos rendimentos dos Treasuries no exterior dando um viés mais negativo para a curva no início da tarde.

Até o encerramento da sessão, no entanto, as taxas recuperaram fôlego no Brasil, em meio a comentários críticos à política fiscal durante o evento do BTG Pactual.

Ex-secretário do Tesouro e atualmente economista-chefe do BTG, Mansueto Almeida foi uma das vozes incisivas no evento, ao fazer previsões negativas sobre a área fiscal e ao atribuir as melhoras recentes de alguns indicadores do país a fatores internacionais, e não às ações do governo Lula.

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Operador ouvido pela Reuters pontuou que o pessimismo vindo do evento do BTG contaminou a curva, que terminou a sessão regular com altas leves, apesar das baixas firmes dos rendimentos dos Treasuries.

Às 16h57, o rendimento do Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — caía 5 pontos-base, a 4,147%.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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